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TRAGÉDIA

Dois desabamentos por mês acontecem no Estado

Dados são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp)

Equipes trabalham em resgate após desabamento de prédio em Vila Velha

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Somente nos últimos dois anos, 58 desabamentos ocorreram no Estado, representando uma média de dois acontecimentos por mês, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). 

Em 2020 foram 28 desabamentos. Em 2021, 25. Neste ano, até o último dia 31, foram registrados cinco casos no Espírito Santo. 

Os números altos acendem um alerta dos especialistas: é preciso fazer as moradias de forma segura e regular, com profissionais habilitados e materiais corretos.  

Segundo o gerente de Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES), o engenheiro civil Leonardo Leal, a maioria das moradias que sofrem desabamento foi construída de forma indevida. Um dos exemplos foi o edifício que desabou em Vila Velha na última quinta-feira. 

“Entre as principais causas de um desabamento estão explosão e problemas em termos de estrutura, como falta de cobrimento do aço, aço em corrosão, laje sem aço e só com concreto, por exemplo. Para um prédio cair, é uma sequência de erros”, explicou.

No caso de Vila Velha, a possível   causa do desabamento é a explosão. Agora, a perícia faz a investigação para descobrir  o que gerou a explosão. Uma das hipóteses é de que houve vazamento de gás – e, se realmente foi,  é preciso investigar qual foi o gás e como vazou.

Até o momento, há três hipóteses principais em análise: um possível vazamento de gás de cozinha, de  gás natural de um veículo que estava no prédio ou de um equipamento de solda que estava no local.

As informações são do tenente-coronel e  perito de incêndio  Scharlyston Paiva e do capitão da ocorrência Ivan Loreto, ambos do Corpo de Bombeiros.

Loreto, que esteve  ontem realizando outras análises no local da tragédia, frisou que os bombeiros não descartam outras possibilidades, como o uso de um maçarico. “O senhor Eduardo trabalhava com  eletrônica e soldava objetos que tinham alguns  gases. Agora, precisamos saber se esse tipo de gás pode provocar aquela explosão toda”. 

Além combustível, que pode ser o gás, também é preciso descobrir a fonte de calor que ocasionou a explosão. “A fonte ígnea é muito difícil para a gente cravar, porque pode ser energia elétrica, um dispositivo receptor de energia, cigarro, entre outros”, explicou  Paiva.

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