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Cinema

Detetives mirins de volta aos cinemas!

Chega às telonas a aguardada pré-estreia da turma do Prédio Azul

Última atualização

Ele nem chegou às telonas e já deixa um gostinho de saudade!  Nesta quinta-feira (13)  acontece a aguardada pré-estreia  do filme  nacional “Detetives do Prédio Azul 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo”. Esta pode ser a última  reunião  do trio do “D.P.A”. 

 













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Pippo (Pedro Motta), Bento (Anderson Lima) e Sol (Letícia Braga), ao lado da   feiticeira Berenice (Nicole Orsini), se juntam para salvar o coração de Severino e encerrar a história da turminha  que há 10 anos conquista os  fãs. 

Sucesso de público, o longa foi gravado em 2019 em Ushuaia, na Argentina,  e tem previsão de  lançamento para dia 28 de abril. O primeiro filme sobre o trio mirim de detetives levou mais de 1,2 milhão de espectadores aos cinemas em 2017. O segundo longa repetiu a dose em 2018, com um público que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas: 

E toda essa espera tem um motivo: “Como é um filme superespecial para o “D.P.A.”, a gente queria também o mesmo record de público com o lançamento no cinema. E com  durante a pandemia não seria possível isso”, explica Nicole.

Os protagonistas deram uma entrevista ao Tribuna Online e contam um pouquinho mais sobre a nova história, que traz como pano de fundo o amor aos amigos e os bastidores dessa última aventura. 

A Tribuna  O que o público pode esperar desse filme?   

 Nicole Orsini:   Eu acho que é um filme que tem uma narrativa mais elaborada, é muito misterioso, com muita magia como todo mundo já espera. Dessa vez, a Berenice vai estar como uma quarta detetive. Ela sempre está contra  eles, fazendo alguma besteira que acaba levando os detetives a investigar. Ela vai se juntar a eles para um bem maior, que é ajudar o Severino que se meteu numa furada.

 É um filme para a família ou voltado para os fãs que cresceram junto com os detetives?

 Letícia Braga:  Eu acho que o filme   tem muitos aspectos que o torna um lugar que acolhe a família.  Todos conseguem assistir, se divertir. Pelo  fato de estarmos mais amadurecidos, isso traz mais força para cada personagem,  mas não deixa de ter aquela coisa infantil e mágica. 

 Nicole Orsini:  Muitos pais quando vão tirar foto com a gente dizem que também são fãs. Avós acompanham e perguntam: “Por que você tem que ser tão má com os personagens?” A família toda se envolve! 

 O que cada personagem aprendeu com essa aventura?

Anderson Lima: Acho que o maior medo de todos  que estão na missão é perder  o Severino. Ele sempre foi o protetor, guardião,  guia e pai. Ele é muito importante na vida das crianças e das pessoas do prédio, da Dona Leocádia, Teobaldo, os pais dos detetives. 

Pedro Motta: Esse filme  traz um amadurecimento para todos os personagens, cada um com sua particularidade,  mas eu acredito que  todos estejam enfrentando o  medo da maldade e do   feitiço.

Letícia Braga:   A minha personagem tem um amadurecimento muito forte nesse filme porque ela  precisa ser forte porque o padrasto dela, que é uma das pessoas que ela mais ama, se tornou  uma pessoa má que quer prejudicá-la. 

Nicole Orsini:   Foi muito  importante essa trajetória da Berenice. Eu cresci com ela,  entrei no “D.P.A.”  com 11 anos e estou com 16 e continuo na série. Quando a Berenice estava passando  problemas  com a adolescência dela, eu passei junto. E no filme mostra uma coisa muito forte que é a amizade dela com os detetives. Na série ela  quer mostrar que é bruxa má, que é toda poderosa, mas na verdade ela é só  uma criança que quer brincar junto com eles. 

 Como foi para vocês encerrar esse ciclo?

 Nicole Orsini:  Só os detetives se despediram porque eu continuo nas novas temporadas da série do  “D.P.A.” , mas foi muito triste porque viramos uma família muito grande.  Os três são como irmãos e deixam muita saudade. 

Letícia Braga:  Saímos da série antes mesmo de começar o filme e quando a gente começou já era 2019. Então faz muito tempo que conseguimos  amadurecer esse pensamento. Foi um  fechamento bonito, que mostrou o amadurecimento de cada personagem e como eles vão se despedindo daquilo que eles viveram na infância.   

 Vocês acreditam que, assim como o  Severino, dá para salvar o coração das pessoas?

 Nicole Orsini:  Com certeza! Todo mundo merece uma segunda chance. O amor cura tudo.

 Letícia Braga:  A série e o filme tratam da magia, mas remetem muito à vida real, de como as pessoas vão, com o tempo, se amargurando e ficando pessoas ruins e que, na verdade, o amor que as pessoas têm umas pelas outras pode acabar curando um coração novamente. Acho que é  profunda essa lição que o filme traz.

Pedro Motta: Com certeza, principalmente do Severino. A gente não vai transformar ele em alguém bom porque ele sempre foi bom,  ele está contaminado, na verdade, pelo mal.  É o que acontece hoje em dia com as  pessoas. Parafraseando um rapper que gosto muito, o    Criolo:  “As pessoas não são más. Elas só estão perdidas”.  

Como foi para vocês crescer  com cada personagem?

Anderson Lima: O “D.P.A.”, tanto para mim quanto para o Pedro, foi a primeira oportunidade de trabalho grande, com bastante  visibilidade. Chegou para a gente como uma escola.   Tivemos o privilégio de estar no teatro, no cinema e na série. Preparou a gente  muito bem para qualquer projeto  que a gente vá fazer. 

Pedro Motta: Quem passa pelo “D.P.A.” não sai do mesmo jeito  que entrou. Nunca.  

 


Como é para vocês ser referência para seus fãs? 

Anderson Lima: É uma grande responsabilidade!

Pedro Motta: É muita responsabilidade. As crianças   talvez sejam o público mais difícil de você conversar. Primeiro porque são as mais exigentes. Segundo porque elas nunca estão sozinhas. É muito importante saber como a gente comunica tudo, não só dentro do DPA, como fora dele também, nas nossas redes sociais. Tem crianças que de alguma maneira vão se inspirar, vão pegar algo para si, temos que encarar essa responsabilidade com muita seriedade e é muito legal a gente  receber o carinho dos fãs e  saber que estamos nessa posição de influenciar alguém positivamente.

 É realmente o último filme?

Letícia Braga: Isso também é uma incógnita para nós.  A gente ainda não sabe se é o último filme, se terão mais filmes com as novas gerações. Está no ar.

 Nicole Orsini:  Espero que tenham mais “D.P.As”  para a gente assistir, mas foi como se fosse uma despedida dessa geração dos detetives que saíram da série. Foi  muito emocionante para a gente gravar essa última aventura na neve.

 Anderson Lima:    Está no ar, mas, por via das  dúvidas, essa foi a nossa despedida.

Pedro Motta:  O que vem pela frente é um mistério tão grande quanto o que a gente enfrenta no prédio azul.

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