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Sucesso nas redes sociais com bolos decorados

O boleiro Lúcio de Jesus chama a atenção com seus bolos florais e em 3D

Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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Um boleiro de 21 anos viralizou e tem feito sucesso na internet. Lúcio de Jesus, de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Estado, publica vídeos com coreografias divertidas para divulgar bolos decorados que ele aprendeu a fazer sozinho e já soma mais de 3 milhões de visualizações no Instagram.

O jovem, que é mais conhecido como “o menino do bolo” na internet, disse que começou a se aventurar na confeitaria quando era criança. 

“Tinha 11 anos quando inventei de fazer o primeiro bolo, e foi um desastre. Fiquei chateado e disse que nunca mais faria bolos. Pouco tempo depois, tentei fazer de novo e fui melhorando. Agora trabalho com isso e me banco”.  

Era Lúcio quem abastecia todas as festas dos parentes. A ideia de criar um perfil na internet para divulgar suas criações veio da própria família.

“Não cobrava nada. As pessoas só me davam ingredientes. Comecei a trabalhar em uma padaria, mas não me sentia livre para fazer do meu jeito. Saí de lá e, em 2019, minhas irmãs me deram a ideia e criei um perfil no Instagram. Comecei a fazer os bolos para vender em fatias na minha cidade. Depois, passei a só atender encomendas”. 

 













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Mas, segundo o jovem, o início não foi fácil. Os clientes não tinham confiança em comprar seus bolos e foi por isso que ele começou a aparecer nos vídeos que publica nas redes sociais. 

“Percebia que muitas pessoas ficavam surpresas quando eu entregava os bolos. Elas não confiavam em um garoto tão novo. Foi por isso que comecei a publicar vídeos comigo aparecendo. Antes, morria de vergonha”. 

Lúcio explicou que um único vídeo publicado em sua conta, de um bolo vazado — técnica em que a peça parece ter sido feita em 3D —, atingiu mais de 500 mil reproduções. 

O boleiro é especialista em bolos florais, temáticos e gourmets e vende cerca de 50 quilos por mês na alta temporada. Garante que nunca fez nenhum curso na área, mas que tem vontade de aprender. 

“Nunca fiz nenhum curso. Mas penso, sim, em fazer agora para me especializar. Até hoje, quando tenho dúvida ou quero aprender algo diferente, vou atrás de vídeos na internet e tento repetir”.


“Encontrei nos bolos uma forma de expressar a minha arte”, diz o boleiro


A Tribuna – Como foi sua evolução na internet?

Lúcio de Jesus – Foi rápida. Comecei o perfil. Pouco tempo depois, tinha mil seguidores. Depois, dois mil. E foi crescendo. Hoje um vídeo chega a 500 mil visualizações”.

Na internet, como é seu processo de criação?

Mostro os bastidores da minha produção e o resultado final dos bolos, bem como dancinhas. Isso faz sucesso com o público digital. 

Quanto tempo gasta para finalizar um bolo decorado?

Sei que as pessoas se atraem muito pelo visual dos meus bolos, por isso invisto tempo nisso. Fora a massa, em si, e o recheio. Existe decoração que demora até dois dias. 

Como surgiu o nome “O Menino do Bolo” na internet?

Veio dos clientes. Na verdade, de uma senhora, quando a ouvi se referir a mim de “o menino do bolo” em uma festa. Gostei e uso até hoje. 

Tem planos de abrir uma confeitaria ou padaria?

Por hora, não tenho planos para o futuro. Sempre gostei de desenhar. Já pensei em até ser artista plástico, pintar quadros. Hoje, encontrei nos bolos uma forma de expressar essa minha arte.

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