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“Brasileiro é uma fábrica de meme e piada”, diz Otaviano Costa

Quem diria que Otaviano Costa, de 48 anos, lembrado por grandes sacadas de humor em suas entrevistas, nas novelas, à frente de programas de TV ou nas ...

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Quem diria que Otaviano Costa, de 48 anos, lembrado por grandes sacadas de humor em suas entrevistas, nas novelas, à frente de programas de TV ou nas redes sociais, é fã da criatividade do povo brasileiro?

 













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E o artista pode constatar esse fato ao utilizar seu Instagram para  pedir ajuda na escolha de uma cantada para sua amada, Flávia Alessandra, de 47 anos. O resultado ele não  lembra, mas se admirou com a engenhosidade dos brasileiros.   

“O que sempre me surpreende é a criatividade da turma. Quando a gente provoca a nossa base de audiência, a criatividade é uma loucura, eles dão um show! É impressionante como tem gente criativa. O brasileiro é uma fábrica de meme e de piada”, disse em entrevista ao jornal A Tribuna.

E ele revela que não fica para trás: “Sempre inseri o DNA do humor em tudo o que fiz e faço. Seja na condução de uma entrevista ou num programa, tudo tem o tempero do humor”. 

Ele diz que esse foi  o ingrediente principal para conquistar sua mulher, com quem está casado há 15 anos. Animado com seus vários  projetos pessoais, Otaviano agora se prepara para retornar à  primeira emissora na qual trabalhou, o SBT.  

Ele vai comandar o  programa “Cozinhe se Puder – Mestres da Sabotagem”, que tem previsão de estreia para o   dia  7 de maio, um sábado,  às 22h30.

“Sempre fui um pouco fora da curva”

A Tribuna Você  fez alguma cantada para conquistar a Flávia Alessandra?

Otaviano Costa  Não houve uma cantada específica para conquistá-la. Acho que houve uma química cheia de humor. A gente brinca que tivemos  “humor à primeira vista” e não amor à primeira vista, somente. Isso foi fundamental para que a gente se reconhecesse, se prendesse e se quisesse. É de riso que se faz um relacionamento.  

Hoje se fala muito em relação aberta. Vocês já pensaram nisso?

Não, não pensamos. Já chegamos a debater a respeito. Sabe aquele papo bem tranquilo?  Foi num momento desses, mas não é o nosso protótipo de relacionamento. Não estamos preparados para tantas  emoções assim. A gente se pertence muito e se satisfaz muito um com o outro. Não precisamos de uma terceira, quarta, quinta ou sexta pessoa para a coisa ficar boa pra gente, em todos os aspectos, mente, coração e corpo.  A festa está fechada para novos convidados!

Dia desses postou uma foto da Flávia vestida de Bondgirl. Qual a sua maior fantasia com ela?

Não tenho uma fantasia específica, até porque eu tenho uma baita sorte de ter casado com uma mulher que é mutante por natureza, não só na vida pessoal, como na vida artística.   É tão gostoso quando a gente está saindo para um lugar  e vejo aquela mulher deslumbrante saindo do meu quarto… Isso, para mim, já é uma fantasia incrível.  

Você sempre foi assim, carismático, com uma aptidão para ser artista? 

Sempre fui um pouco fora da curva dos meus amigos de Cuiabá. Sempre fui muito divertido, brincalhão, mas isso nunca representou um DNA artístico. Mas, com o andar da carruagem, com a evolução dos meus pensamentos  e com a entrada no mercado da comunicação, as coisas começaram a ficar mais evidentes para mim.   

Como veio a decisão de sair da Globo?

Veio depois de uma pequena e barulhenta temporada de reflexões sobre o que eu queria fazer  no mundo artístico. Estava inquieto, provocado por uma série de acontecimentos que estava percebendo fora da TV aberta, especialmente no digital.   

A emissora estava no meio do projeto de reorganização corporativa chamado  “Somos um só Globo” e eu estava no meu projeto de reorganização que era “Quero ser muitos Otavianos”. 

Queria fazer  meu programa na internet, criar meu canal no YouTube, me aprofundar no digital, queria gerar outros conteúdos, eu queria tudo! 

E você acha que foi a decisão certa?

Sim, deu supercerto!   Tenho certeza de que tomei a decisão correta e em nada anulou a minha paixão pela TV aberta. Agora a televisão volta para o meu ecossistema, com o reality que vou apresentar no SBT, mas não deixo de fazer meus projetos com meus estúdios.

Como e quando foi o convite para retornar ao SBT?

Logo que saí da Globo, participei do programa da Maisa para contar um pouquinho do que estava acontecendo.  O Fernando Pelegio (diretor artístico do SBT)  me convidou para tomar um café com ele, me ouviu um pouco, eu também o ouvi, abri nossos mundos para entender onde no futuro poderíamos nos conectar… 

E não foi só o SBT que foi carinhoso comigo. Mas nenhum outro produto/programa, até então, fez tanto sentido para este momento da minha carreira como o “Cozinhe se Puder”.

Qual a maior sabotagem na cozinha? E no amor?

A maior sabotagem na cozinha, para mim, é a pessoa falar que vai preparar algo, como estrogonofe, comida árabe ou churrasco, enfim, algo muito gostoso, e de repente ela não te avisa que, por acaso, ela teve de preparar outra receita.   No amor, a maior sabotagem é a traição. 

Você acredita que há um segredo para  um casamento longo e feliz?

Acho que não existe um segredo. Relacionamento é uma administração diária não só dos problemas, mas das soluções.  É uma administração diária de nós dois.

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