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TURISMO

Ruínas de igreja para conhecer e tirar fotos

Ruínas da igreja São Pedro da Figueira Grande, em Alfredo Chaves, chamam a atenção pela história e pelo estilo neoclássico

Alexandra Cândido registra imagens dos arcos da igreja construída no início do século passado por um italiano

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Construções antigas sempre despertam a curiosidade de muitos turistas, que transformam esses lugares em points para fotos. Assim são as ruínas de uma igreja centenária, que ficam no distrito de Sagrada Família, às margens da estrada de Alfredo Chaves, no Sul do Estado.

As ruínas da Figueira, como são conhecidas, intrigam visitantes e moradores que não conhecem a história do local. Os três arcos são o que sobrou da Igreja de São Pedro da Figueira Grande, construída no início do século passado por um italiano, no estilo neoclássico. 

“É um lugar lindo que guarda muita história. Essas ruínas formam um cenário perfeito para fotografias. Superindico”, afirmou a vendedora Alexandra Premoli Cândido, de 22 anos.  

Mas é preciso mais do que uma paradinha para as fotos, para conhecer as histórias de disputa e fé por trás das pedras. 

De acordo com o jornalista e escritor Hésio Pessali, os arcos antigos são partes da igreja, que foi construída em 1903 pelo imigrante italiano Pedro Zerboni. Os detalhes estão registrados no livro “Alfredo Chaves – Uma visão história e política”, escrita pelo jornalista.

Segundo as pesquisas de Hésio, a igreja marcou o início do distrito, só que em 1938 começaram os conflitos em virtude dos moradores não concordarem com o coordenador local. Por falta de harmonia, os fiéis migraram para celebrações na igreja de Sagrada Família, a dois quilômetros das ruínas. 

Conforme Pessali, Zerboni foi uma liderança na região, tinha uma mercearia e promovia festas na igreja. Com o abandono dos fiéis e a mudança do imigrante com a família para Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, a igreja passou a abrir somente uma vez por ano, em junho, para as comemorações do padroeiro. 

A capela, por sua vez, era mantida pelas mulheres da localidade, que perceberam rachaduras no teto de madeira. Em 1944, a estrutura desabou, ficando só as paredes de pedra, com 70cm de espessura. 

Para manter viva essa história, o grupo Motociclistas da Paz resolveu erguer uma nova igreja por trás das ruínas. Um dos cinco membros, o policial militar Ednei Botelho, de 51 anos, contou que o atual proprietário doou o terreno ao grupo. “Promovemos festas para angariar fundos”.


COMO CHEGAR


As ruínas da Figueira ficam na localidade de Figueira, no distrito de Sagrada Família, a 7 quilômetros do centro de Alfredo Chaves. 

Para chegar ao lugar, o principal trajeto é pela BR-101 Sul, onde o motorista deverá seguir sentido Cachoeiro Itapemirim e entrar no trevo que dá acesso ao município. 

Em Alfredo Chaves, é preciso seguir 7 km até o distrito por uma estrada asfaltada.

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