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CASO KEVINN

Jovem ficou em ambulância por falta de vaga em UTI, afirma defesa de médicas

Advogado das médicas suspeitas de omissão de socorro a jovem de 16 anos afirma que tem provas de que não houve negligência

Porta do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, onde Kevinn morreu

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Atuando na defesa das duas médicas que foram afastadas sob a acusação de negligência, o advogado Jovacy Peter Filho nega que houve omissão de socorro e afirma que o estudante Kevinn Belo Tomé da Silva, de 16 anos, ficou em ambulância por falta de vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Enfatizando que tem provas e que elas serão apresentadas durante as apurações dos fatos, o advogado assegura que as duas médicas – que eram responsáveis pelo setor de emergência do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, na ocasião, – se revezaram durante o último plantão.

O adolescente morava em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, e chegou transferido de ambulância na noite de sábado, 30, mas morreu durante a madrugada após ficar cerca de quatro horas à espera de uma vaga na UTI.

“Enquanto uma (médica) dava atenção aos oito pacientes que estavam internados na emergência em estado grave, a outra tentou por cerca de três horas e meia a remoção do jovem via regulação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)”, disse o advogado.

Jovacy conta que desde o momento que as médicas, que são pediatras e intensivistas, visualizaram o paciente, entre meia-noite e 1 hora de sábado, 30, tentaram buscar uma solução, sem êxito.

“A partir do momento que elas visualizaram o paciente, perceberam que estavam com dois problemas: administrar o próprio plantão, dos oito pacientes em estado crítico, e administrar o que não deveria ser problema delas, que era conseguir uma vaga de UTI”, disse.

Respirador

Outra afirmação passada pela defesa das médicas é de que, no momento em que o adolescente chegou ao Himaba, não existia respirador disponível para o jovem. “O secretário (Nésio Fernandes) não disse que todos os leitos que utilizavam respiradores estavam superlotados e sendo utilizados”.

A polícia informou que a investigação segue em andamento na Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. “As médicas que estavam no plantão já foram identificadas e prestarão depoimento em momento oportuno. Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada”, disse a Polícia Civil, por nota.

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