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CASO KEVINN

“Não houve omissão”, afirma advogado de médicas

Médicas foram afastadas após a morte do adolescente

Kevinn (destaque) morreu dentro de ambulância em frente ao HImaba

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O advogado das duas médicas do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), situado em Vila Velha, que foram afastadas após a morte de Kevinn Belo Tomé da Silva, de 16 anos, afirmou que elas seguem abaladas e choram por conta da situação. Jovacy Peter Filho garantiu que não houve omissão das profissionais e que elas tentaram encontrar uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o paciente. 

Kevinn morava em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, onde ele estava internado desde quarta-feira (27), em um pronto atendimento da cidade, com um quadro respiratório. Na noite de sexta-feira (29), ele foi transferido em uma ambulância para o Himaba depois de apresentar dificuldade para respirar.  

Ao chegar ao local, o adolescente precisou ficar dentro da ambulância enquanto aguardava por uma vaga em UTI. Kevinn morreu, na madrugada do último sábado (30), após ficar cerca de quatro horas no veículo esperando pelo leito. 

Na oportunidade, o diretor-geral do Himaba, Fabio Diehl, afirmou que o hospital estava pronto para receber o paciente, por isso foi aberta uma investigação. As duas médicas que estavam de plantão no pronto-socorro do hospital estão afastadas.

A defesa das profissionais afirmou que as médicas externam os sentimentos à família de Kevinn pela morte do adolescente. Jovacy afirma que elas não foram omissas com o paciente. “De nenhuma forma”, assegura ele.

E explica: “Elas tomam conhecimento quando o médico da remoção adentra a maca com esse paciente dentro do setor de emergência. É ali que elas têm conhecimento e se surpreendem, porque a emergência estava lotada. Como elas iriam receber um paciente se não havia vaga na emergência?”, questionou o advogado. 

 













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O advogado relata que o próprio médico que acompanhou Kevinn na ambulância olhou o ambiente, segundo as médicas. “Ele foi conferir, ele foi até os leitos e viu que não tinha como fazer uma remoção de um paciente que estava fazendo uso do ventilador para colocar outro”, afirmou.

As profissionais relataram ao advogado que o médico retornou com Kevinn para a ambulância e, nesse momento, uma das profissionais passou a tentar a vaga na UTI, enquanto que a outra atendia os pacientes internados. “Elas têm registro de tentativa de alocação desse paciente”, disse Jovacy.

Agora, a defesa pretende demonstrar no processo que não houve omissão das médicas e que uma delas fez contatos na tentativa de transferir Kevinn para um leito de UTI, enquanto a outra atendia aos demais pacientes.

O defensor das profissionais informou que elas estão abaladas pela maneira como o caso foi conduzido e pelo afastamento imediato, sem sequer serem ouvidas. 

Segundo ele, uma das médicas teria um plantão na UTI do Himaba logo após encerrar o turno no pronto-socorro, mas foi impedida de seguir o trabalho. 

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