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PERIGO

Kit gás irregular: Risco de explosão e acidentes

Levantamento revelou que 80% da frota de veículos a gás que circulam pelo Estado está com kits irregulares

Policiais durante operação que fiscalizou oficinas e lojas que fazem instalação de kit gás em veículos

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Você sabia que pelo menos 80% da frota de veículos com gás que circulam pelo Estado está com os kits irregulares? O dado é do último levantamento feito pelo governo.

Na última terça-feira, 3, a polícia fechou duas oficinas clandestinas, em Cariacica, que instalavam esse equipamento sem autorização.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas do Espírito Santo (Ipem-ES). Dois empresários foram detidos.

O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, explicou que, na hora da instalação do kit gás, é necessário uma documentação aprovando o cilindro e outros componentes, expedida por uma empresa requalificadora.

Para conseguir solicitar esse documento, a oficina que está instalando o kit deve ter autorização do Inmetro para funcionar. O problema é que empresas clandestinas estavam conseguindo esses laudos, fraudando e repassando para os consumidores. 

“Eles pegam o documento que reprovou o cilindro e colam em cima do documento a palavra ‘aprovado’. Fazem uma cópia para o consumidor, que acaba não percebendo. Estamos investigando quais empresas regulares estão fornecendo essa documentação para lojas clandestinas”, detalhou o delegado Passamani. 

Além das duas empresas fechadas, as equipes fiscalizaram uma loja em Vila Velha e outra na Serra. As duas são regulares, mas eles queriam saber se elas estavam facilitando o acesso desses documentos às oficinas clandestinas. 

“Essas empresas oficiais foram acusadas por um empresário preso na primeira fase da operação”, completou o delegado.

 













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Validade

Outro ponto levantado por Passamani é a questão da validade dos cilindros de gás veicular.

“A gente inaugurou uma nova fase de fiscalização da validade dos cilindros, porque agora eles passaram a ter uma validade para funcionar. Pode ser que eles estejam vendendo um cilindro com validade para o próximo ano, por exemplo, então não valeria a pena instalar”, ressaltou.

As investigações continuam para descobrir se as empresas oficiais estavam envolvidas no esquema fraudulento, que pode colocar a vida de pessoas em risco.

Cinco donos de oficinas já foram detidos em operações

Cinco empresários já foram detidos nas duas fases da operação para verificar fraude na instalação de kit gás veicular no Estado. 

“Na primeira fase da operação conseguimos identificar como fazem o esquema, e três pessoas foram presas. Agora, dois empresários foram detidos”, disse o delegado Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

Eles vão responder pelo crime de “fornecer um serviço de alta periculosidade sem autorização”, que dá pena de seis meses a dois anos de prisão. Os dois assinaram um termo circunstanciado e vão responder em liberdade.

Na primeira fase, em setembro do ano passado, as investigações apontaram que os equipamentos eram instalados sem a inspeção, principalmente em táxis e em carros de motoristas de aplicativos. 

“Quem vai instalar o kit deve sempre desconfiar de preços muito baixos, isso já pode ser indício de fraude”, alertou Passamani.

Risco de explosão e acidentes

Quem anda com kit irregular de gás no carro está correndo muitos riscos: vazamentos, pane e até explosão com incêndio. Por isso, é preciso ficar atento na hora de fazer a instalação no veículo.

“Se a válvula estiver vazando, o motorista pode parar para abastecer num posto de gasolina e o carro explodir, por exemplo. Às vezes você está lá parado do lado e pode acabar pagando a conta por causa dessa irresponsabilidade”, ponderou o delegado Eduardo Passamani, da Decon.

Além de causar danos ao carro, um kit irregular por provocar pane elétrica, explosão e incêndios.

“Hoje, quando você chega numa empresa para instalar o kit gás, a primeira coisa que você tem que fazer é solicitar se ela tem autorização do Inmetro para funcionar”, orientou o delegado.

Se ela tiver autorização, vai solicitar uma documentação para poder regularizar esse kit gás perante o Detran. “A empresa de reteste faz a qualificação do cilindro e vai ser devolvida para a loja. Essa loja tem que fornecer essa documentação para o consumidor”.

Em resumo, é importante pedir a validade do cilindro, a autorização do Inmetro para a oficina funcionar e se a loja fornece a documentação necessária para o registro no Detran.

Para quem já tem o kit instalado, a dica é voltar à loja e conferir se está tudo regularizado. 

“Faça as perguntas da autorização e documentação. Se eles falarem que não, o consumidor pode exigir uma reparação. A orientação é que procure uma empresa legalizada”, reforçou Passamani.

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