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COLATINA

“Não foi a rede, foi a mão de Deus”, diz pai de criança que caiu de prédio

João Miguel, de 4 anos, caiu do 10º andar do prédio onde mora e sobreviveu

O pai Valdecir do Carmo da Silva mostra o pedaço de rede que ele guarda no carro. Ela amorteceu a queda de João Miguel (destaque)

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Há exatamente uma semana, Valdecir do Carmo da Silva, de 45 anos, recebia a pior notícia da sua vida: seu filho, o pequeno João Miguel Trancoso Silva, de 4 aninhos, havia caído do 10º andar do prédio onde mora, em Colatina, no Noroeste do Estado.

Mas o destino, que o pai não tem dúvida de que é a mão de Deus, deu ao menino uma segunda chance de viver. Nesta quarta-feira, 4, Valdecir, que vende colchões magnéticos, conversou com a reportagem. Emocionado em alguns momentos, ele falou da recuperação do filho.

João Miguel permanece internado na UTI Pediátrica do Hospital São José, no município, mas a previsão é de que, em breve, ele seja transferido para a enfermaria.     

A Tribuna – Como o seu filho está?

Valdecir do Carmo da Silva – Graças a Deus a recuperação dele está muito boa. A previsão era de que ele seria transferido da UTI para a enfermaria hoje (quarta-feira, 4). O médico falou que a recuperação está sendo sobrenatural, fora do comum. Ele disse ainda que depois de sair da UTI, não deve demorar muito tempo para ter alta.

Talvez ele precise passar por uma outra cirurgia, no bracinho, mas os médicos disseram que não é para eu ficar preocupado, pois a equipe é bem qualificada.

É verdade que o João Miguel sempre dizia que queria voar, como super-herói?

Ele sempre assistiu muito desenho e filmezinho do Homem-Aranha e ele sempre falava: “Papai, eu quero pular igual o Homem-Aranha”. 

Na janela do nosso apartamento tem rede de proteção. Só que na cozinha, não tem tela. Meu menino de 18 anos desceu para pegar a chave do outro apartamento e, quando voltou, viu João Miguel caído. Então, o que a gente imagina é que ele queria imitar quem? O Homem-Aranha pulando. 

Acredita que tenha sido um milagre ele ter sobrevivido?

Tomei um susto, e logo de cara achava que uma tragédia tinha acontecido. Só que quando eu cheguei lá, no hospital, eu vi que realmente era a mão de Deus.

Quando ele pulou, Deus permitiu que uma equipe de médicos que estava passando na hora prestasse os primeiros socorros. O organismo dele é muito forte. 

Além disso, o nome Miguel já é nome de anjo, mas é graças a Deus que tudo foi bem, tudo está ocorrendo cada vez melhor. 

Seu filho pede para ir embora do hospital? Ele fala o que tem vontade de fazer quando sair?

Ele fala: “Papai, eu quero ir embora, eu quero brincar na casa da Manu, passear e subir na montanha”. Não sei que montanha é essa que ele fala (risos). Deve ser montanha de algum brinquedinho dele. Ele ainda diz: ‘Quero ir no parquinho, quero passear”. Ele também pede para ver o desenho do Homem-Aranha, mas eu digo que isso ele não vai ver nunca mais. 

Ontem (terça-feira, 3) mesmo o médico falou comigo que meu filho voou na mão dele para pegar o celular e brincar de joguinho.

Só tenho que agradecer: a recuperação dele está sendo cada vez melhor, graças a Deus.

Para o senhor, a rede de proteção que fica fica no segundo andar do prédio e amorteceu a queda, o salvou?

Eu digo que não foi a rede, foi a mão de Deus que o salvou. Eu tenho um pedaço da rede dentro do meu carro, de tão emocionado que fiquei. É a prova que é a mão de Deus (emoção) que está ali. 

Queria aproveitar para agradecer, através de vocês da imprensa, a todos que estão orando. Tenho certeza de que a oração tem chegado a Deus. Que Deus abençoe a todos.

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