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Casos de violência e atentados em escolas pelo País nos últimos anos, a exemplo de Suzano (São Paulo), em 2019, e de Saudade (Santa Catarina), em 2021, deixaram policiais da Patrulha Escolar no Estado em alerta.
De acordo com o capitão Eliandro Claudino de Jesus, comandante da Companhia Especializada de Polícia Escolar (Cepe), um curso inédito foi idealizado sobretudo em razão desses ocorridos em outros estados, e teve participação de um instrutor da polícia dos EUA.
“Estamos buscando capacitar nossa equipe para que, caso haja alguma ocorrência desse tipo, ela esteja preparada. A patrulha é uma das primeiras a ser acionada pelas escolas, e é importante que nós tenhamos o máximo de preparo possível para atender essas situações”, diz.
O capitão Eliandro lembra que pais e responsáveis junto à escola devem ficar atentos aos comportamentos dos filhos. “A ideia é tentar agir de maneira preventiva e antecipada. Não adianta abordar o assunto depois que aconteceu. Ao abordarmos de maneira responsável, conseguiremos atuar mais no campo da prevenção do que da reação”, afirma o comandante.
Um dos instrutores do curso foi Marcelo Bini, que é policial, paramédico de guerra e investigador federal nos EUA, tendo experiências em unidades de elite e de atiradores ativos, sendo uma espécie de intercâmbio. “Aproveitamos a presença do Marcelo Bini aqui no Estado. Ele tem uma vasta experiência nesse assunto em razão de sua atuação e de forma voluntária contribuiu com o curso”, destaca o comandante da Cepe.
A ideia do curso, chamado “Enfrentamento ao Atirador Ativo nas Escolas”, não é causar pânico nos pais, responsáveis e estudantes, mas sim demonstrar que os agentes que atendem as unidades escolares estão cada vez mais capacitados. “O objetivo da Patrulha Escolar é trabalhar o máximo a prevenção, com conversas e palestras com os alunos. Falar desse treinamento não é para causar pânico nas famílias, pelo contrário, é para maior tranquilidade e saber que temos uma equipe preparada”.
A equipe operacional da Patrulha Escolar, com cerca de 25 policiais, incluindo a cabo Sarah Amorim Anceschi e o soldado João Antônio de Souza, recebeu treinamentos no curso da Cepe. A patrulha atua em 150 escolas públicas estaduais da Grande Vitória.
O curso teve duração de 40 horas em cinco dias, com primeiros-socorros, noção dos acontecimentos no mundo inteiro desses tipos de casos, treinamento de entrada tática em edificações e simulações que buscaram ser o mais próximo do cenário real.