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ENTREVISTA

“Não sou vaidoso e não faria procedimento estético”, diz Dalton Vigh

O ator chega aos 57 anos arrasando corações e sem se preocupar com vaidade

Dalton Vigh disse que está estudando a possibilidade de reativar um projeto de teatro que deveria ter estreado em março de 2020

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Aos 57 anos, o ator Dalton Vigh segue arrancando suspiros de boa parte do público brasileiro. E choquem: o galã chega a essa idade sem se apegar a vaidades.

“Não faço atividade com regularidade, não sou vaidoso e não faria procedimento estético”, revela o carioca, em entrevista ao jornal A Tribuna.

Pai dos gêmeos Arthur e David, de 5 anos, ele volta a ocupar essa posição também nas telinhas, ao reinterpretar Otto em “Poliana Moça” (TV Tribuna/SBT), sequência da novela que conquistou o Brasil.

Seu personagem aparece mais humanizado na nova produção, deixando de lado o perfil rabugento que tinha em “As Aventuras de Poliana”. A obra televisiva, hoje disponível na Netflix, está constantemente entre as 10 produções mais assistidas pelos brasileiros na plataforma.

“As pessoas vão ver um Otto mais à vontade, mas sendo uma novela, tudo pode acontecer, né?”, comenta, deixando um mistério sobre o futuro do pai da protagonista. 

O ator ainda pode ser visto na reprise de “O Clone” (Globo) e na série de drama policial “A Divisão”, disponível no Globoplay. O segredo de tanto sucesso? Nem ele sabe, mesmo depois de tantos personagens. “Estou ainda tentando descobrir também”, diz.

Na última semana, o carioca fez uma revelação bombástica sobre o folhetim de Glória Perez. Um mês antes da estreia da novela, a emissora cogitou cancelar a exibição, por conta dos atentados de 11 de setembro de 2001. 

“A gente assistiu ao vivo pela TV enquanto estava gravando. Isso causou um grande problema lá na Globo, a novela correu risco de não ir para o ar, mas acabou sendo exibida e foi um grande sucesso”, lembra.

Dalton Vigh não pretende parar tão cedo e adianta seu próximo plano. “Nesse momento, estou estudando a possibilidade de reativar um projeto em teatro que deveria ter estreado em março de 2020”.

“É possível transformar o mundo”, diz o ator

A Tribuna – Deixou a Publicidade para seguir a carreira artística. O que te motivou? 

Dalton Vigh – Sempre fui fã de filmes e séries de TV, assistia e interpretava os personagens junto com os atores, mas ser ator na vida real era um sonho muito distante, tão distante que, na verdade, eu considerava um devaneio da minha parte.

Como já gostava de desenhar e pintar, achei que a Publicidade fosse uma boa opção de profissão, já que ela faz uso do cinema, da música e das artes em geral. Mas não era bem o que eu queria e, por conta de uma série de fatores, acabei largando e entrando para uma escola de teatro.

Em “Poliana Moça”, volta a interpretar Otto, que passou por uma mudança em sua personalidade por conta da descoberta da filha, ou seja, por amor. Para você, o amor é capaz de transformar tudo e todos?

Eu tenho, para mim, que o amor verdadeiro não é um sentimento direcionado a algumas pessoas, mas um estado de espírito que distribui boas vibrações indiscriminadamente, e, quando você consegue atingir esse estado, é possível, sim, transformar o mundo ao seu redor.

De que forma o Said, de “O Clone”, marcou sua carreira?

Said foi o personagem que me apresentou para o grande público, porque, mesmo já tendo feito novelas que fizeram bastante sucesso em outras emissoras, como “Xica da Silva” e “Pérola Negra”, muita gente ainda não conhecia meu trabalho. Desde a época em que gravamos a novela, sempre fui chamado de Said em algum momento, mesmo quando não havia nenhuma reprise no ar. Foi um personagem que me marcou bastante e abriu portas para outros trabalhos, também marcantes.

Também brilhou como Marconi Ferraço em “Duas Caras”. O que mais gosta de fazer: mocinho ou vilão? Por quê? Qual é mais “fácil” de fazer?

Levando em consideração o quesito “facilidade”, eu acredito que os vilões levam uma certa vantagem porque temos mais liberdade na hora de compor os personagens e são eles que conduzem a trama. Os vilões criam situações para atacar ou atrapalhar os heróis (ou “mocinhos”) que, por sua vez, são exemplos de conduta e não podem errar, o que os torna personagens muito difíceis de interpretar. Temos sempre que tomar muito cuidado para que não se tornem “fracos” aos olhos do público.

Atuou no filme “A Comédia Divina” mostrando seu lado cômico. Gosta de papéis desse tipo?

No teatro, fiz muito mais comédias do que tragédias e sempre preferi fazer as pessoas rirem. Mas confesso que conseguir fazer o público ir às lágrimas junto com o personagem é algo poderoso também. São desafios diferentes, mas o objetivo é o mesmo, fazer o público compactuar com aquele personagem dentro daquela determinada história.

Depois de sua participação no reality show “Bake Off Brasil – Celebridades”, passou a se dedicar mais à culinária?

Não. Prefiro me limitar ao que sei fazer e não expor ninguém a riscos… (Risos)

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