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Os benefícios de aplicativos, jogos e outras tecnologias são inúmeros para a educação e, para alguns especialistas, eles podem ser umas das principais ferramentas para a recuperação de conteúdos não aprendidos durante o período de pandemia.
No entanto, é preciso que pais e professores estejam atentos ao que os alunos fazem nos dispositivos eletrônicos. Segundo o professor, mestre em Educação e especialista em Psicologia da Educação Thiago Zola, a distração é um dos principais desafios para o aluno no uso da tecnologia para a educação.
“Quando o aluno é convidado a fazer o uso autônomo e espontâneo desse tipo de ferramenta tecnológica no celular, tablet ou computador, a concorrência fica grande. A distração é o principal desafio. São muitas plataformas disputado o tempo de estudo, como as redes sociais, streaming (filmes e séries) e outros jogos, por exemplo”.
Muitos jogos e redes sociais têm como principal objetivo capturar a atenção da criança e do adolescentes, lembra o professor de Tecnologia na Camino School Ivan Souto. “Por isso, é muito desafiador usar de forma efetiva os ambientes virtuais. Autorregulação e autonomia são habilidades importantes a serem desenvolvidas para aproveitar os recursos que a tecnologia oferece”.
A finalidade de uso dessas tecnologias na educação precisa ficar clara não apenas para docentes e pais. De acordo com a professora de Tecnologia Educacional Andreza Rangel, o aluno também precisa entender que aplicativos, games e outras ferramentas com objetivos pedagógicos são diferentes do uso para a recreação.
A tecnologia tem que fazer sentido para a aprendizagem do aluno, frisa a pedagoga Rogéria Sprone. “Hoje, a escola não é mais o único lugar de aprendizado, pois a internet revolucionou a maneira que o aluno adquire conhecimento. Como qualquer outra ferramenta educacional, a tecnologia deve ter foco e objetivos claros a serem atingidos”.
A neuropsicopedagoga Geovana Mascarenhas alerta que é preciso ficar atento também aos exageros. “Vale a pena, estando os pais e cuidadores atentos aos excessos. Liberar um jogo, um aplicativo nas mãos das crianças ou adolescente sem instrução, pode ser perigoso”.
Opinião
“Jogos podem ser viciantes, até mesmo os educacionais. Precisam ter metas bem definidas”, Geovanna Mascarenhas, neuropsicopedagoga
“Hoje, a escola não é mais o único lugar de aprendizado. A internet revolucionou a maneira que o aluno adquire conhecimento”, Rogéria Sprone, pedagoga
Dicas de rotina de estudos em casa
Horário reservado para estudar
> Organização e rotina
Para ajudar os filhos a estudarem e conseguir recuperar as notas, a organização do dia a dia e rotina é fundamental. É preciso ter na agenda um horário para os estudos e um lugar tranquilo para estudar.
> Acompanhamento
Acompanhar diariamente a rotina escolar por agenda de papel ou digital, conversando com o filho sobre o que foi estudando, ajuda a acompanhar as dificuldades, além de motivar mostrando interesse pelo que ele estuda.
> Incentivo
Além de demonstrar interesse pelo que o filho estuda, incentive pequenos avanços. Parabenize pelas dificuldades superadas.
> Aprenda junto
Sabendo o que filho estuda e suas dificuldades, procure jogos ou atividades lúdicas para promover uma aprendizagem mais interativa. Faça junto com ele.
Por exemplo, a criança está estudando sobre o Egito Antigo, mostre fotos e vídeos sobre o assunto, faça uma linha do tempo manual com os fatos ou explore mapas.
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> Limite o tempo de tela
Evite uso de tela durante essas conversas. Use esse tempo em família para se conectar com seus filhos e criar memórias. Fique atento ao sono. É nesse momento que a aprendizagem é consolidada.
Fonte: Especialistas em educação consultados.