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Coronavírus

Vacinação reduz risco de sequelas da covid-19 em 15%

Conclusão é de um estudo científico. Especialista diz que quase metade dos infectados desenvolvem o problema

Última atualização

Uma pesquisa científica publicada em maio na revista Nature Medicine revela que pessoas vacinadas contra o coronavírus têm 15% menos risco de desenvolver a síndrome pós-covid, também conhecida como covid longa.

Esse  fenômeno está relacionado à persistência dos sintomas da infecção por um período  estendido de tempo.

 













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  A infectologista e professora da UVV, Jacqueline Rueda, explica que quase metade das pessoas que foram infectadas com o vírus desenvolvem o problema. 

“A covid longa, também  conhecida como síndrome pós-covid ou covid pós-aguda, acomete cerca de 50% dos pacientes, podendo atingir diversos órgãos e sistemas”.  

A especialista revela que a  condição  pode  aparecer até três meses após a fase aguda da doença e durar cerca de dois meses. Entre as principais sequelas citadas  estão  a síndrome da fadiga pós-viral, persistência da tosse e cefaleia, que podem evoluir para   a perda do paladar e/ou olfato, redução de força muscular, insônia, irritabilidade, alteração da memória e atenção.    

A condição tem afetado a qualidade de vida de pessoas  infectadas com a doença. É o caso da marketóloga Glenda Antolini, 24,  que pegou covid em janeiro deste ano.

Ela conta que sentiu os mesmos sintomas de uma gripe, com um diferencial: muita dor de garganta, que perdura até hoje, cinco meses depois do resultado positivo. 

Com o desconforto, ela procurou um pneumologista  que  indicou o uso de   bombinha para tratar o problema.

 “Estou há um mês usando uma bombinha, devido a volta da minha asma em decorrência da covid. O médico,  que realiza o tratamento,  acredita que em dois meses eu tenha melhora”, diz.


Covid longa ou síndrome pós-covid

Ocorre quando há manifestações  persistentes de sintomas após o período de infecção aguda pelo novo coronavírus.

 Sintomas generalizados: 

Fadiga, febre e dores.

Sintomas respiratórios e cardiovasculares:

Falta de ar, tosse, aperto e dor no peito e palpitações.

Sintomas neurológicos:

Comprometimento cognitivo:    “Névoa do cérebro”, perda de concentração ou problemas de memória, dor de cabeça, distúrbios de sono, dormência (em qualquer parte do corpo), tontura, confusão mental (em pessoas idosas).

 Sintomas gastrointestinais:

Dor abdominal, náusea, diarreia, anorexia e apetite reduzido (em pessoas mais velhas), perda de peso.

Sintomas musculoesqueléticos: 

Dor nas articulações e dor muscular.

Sintomas psicológicos / psiquiátricos: 

Depressão e   ansiedade.

Sintomas no ouvido, nariz e garganta:

Zumbido, dor de ouvido, dor de garganta, perda de paladar e/ou cheiro (parosmia).

Sintomas dermatológicos:

Erupções cutâneas.

Fonte: OMS e especialista consultada

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