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SEGURANÇA

Escola de Vitória usa detector de metais e reforça segurança após ameaças

Reforço é por conta da onda de ameaças de massacre que tem assustado pais, professores e alunos

Escola de Vitória usa detector de metais e reforça segurança após ameaças
- Patrulha Escolar, da Polícia Militar, monitora colégios onde há denúncias. Casos aumentaram nos últimos meses

Última atualização

Uma onda de ameaças de massacre em escolas públicas e particulares do Espírito Santo tem assustado pais, professores e alunos, mobilizando até mesmo a Polícia Militar. 

 













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As investigações apontam que a maioria dos casos são trotes, mas alguns colégios já estão reforçando a segurança, instalando até mesmo detectores de metal para impedir a entrada de armas.

Foi o que fez uma escola de Vitória, onde uma mensagem  anônima foi escrita na porta de um dos banheiros do prédio do ensino médio: “Massacre no dia 13 de junho. Todos aqueles que nos fizeram sofrer vão morrer”.  

A direção do estabelecimento de ensino  registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, reforçou o colégio  com detectores de metal e equipes de segurança  e acionou a Polícia Militar.

“A escola está investigando para identificar o autor ou autores da mensagem. Também foi solicitado aos pais  que comuniquem à equipe escolar imediatamente caso tenham informações sobre a autoria, com sigilo total garantido”, informou a unidade de ensino, em nota.

A Patrulha Escolar da Polícia Militar esteve no local durante todo o dia de ontem e não registrou nenhum tipo de crime. O comandante da Companhia Especializada de Polícia Escolar, capitão Eliandro Claudino de Jesus, ressaltou que o número de casos cresceu muito nos últimos dois meses. Já foram 18 acionamentos neste período.

“Antes, não era algo comum, mas aumentou bastante nos últimos dois meses. Via de regra, são trotes, mas não podemos ignorar”, afirmou o capitão.

A polícia fará mais uma  ação em uma escola da capital na próxima quinta-feira (16), data em que uma nova ameaça foi feita. Em outro colégio, já na rede estadual, um aluno de 14 anos publicou na rede social que estava com vontade de matar todos de sua sala de aula. Ele apresentava comportamentos como isolamento social e foi transferido.

Em Linhares, dois adolescentes, de 13 e 15 anos, também postaram em grupos de WhatsApp ameaças. Um deles chegou a publicar foto de um revólver que, segundo a polícia, seria do irmão dele.

Os alunos prestaram depoimento na delegacia. “Com todo o procedimento de investigação das polícias, eles foram identificados e falaram que postaram em contexto de brincadeira”, contou o diretor da escola, Jean Carlos Borghi.

Os dois alunos foram transferidos e a escola passou a controlar o uso de celular pelos estudantes.

Investigação difícil, diz PM

Com 18 acionamentos nos últimos meses por conta de ameaças, a Polícia Militar tem ido constantemente às escolas públicas e particulares. Alguns alunos foram  identificados e transferidos, mas a investigação é difícil, segundo o comandante da Companhia Especializada de Polícia Escolar, capitão Eliandro Claudino de Jesus.

“Essas mensagens ocorrem bastante no banheiro, de difícil identificação do autor, mas não podemos ignorar. Quando somos acionados, vamos até a escola e passamos o máximo de tempo para levar tranquilidade, verificar a situação e conversar com alunos sobre a seriedade do caso, que não é algo para fazer brincadeira”

O capitão ressalta que a investigação, geralmente, fica a cargo da escola. No entanto, no caso das escolas públicas, a Secretaria de Educação tem acionado a Polícia Civil    quando os casos envolvem a internet. 

Diante da situação, o capitão faz um apelo aos pais. “Eles precisam conversar com os filhos, desmotivar esse tipo de ação. Muitos alunos acham que é  brincadeira, mas são ações perigosas. Já tivemos um caso, em 2019, no Sul do Estado,  em que a mãe de um aluno chegou a infartar e falecer ao receber a informação de uma falsa ameaça na escola”, contou Eliandro.

Mais de 700 trotes por dia e ligações feitas por crianças

Além das ameaças nas escolas, a polícia tem recebido uma média de 700 trotes por dia, segundo o diretor do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), coronel Oberacy Emmerich.

São ligações diversas, muitas feitas por crianças. “É algo que prejudica, pois pode ocupar a linha, já que são muitas ligações por dia”, afirmou Emmerich.

Fora os trotes, ainda existem os acionamentos indevidos. “São cerca de 100 acionamentos por dia em que a viatura vai até o local e não encontra nada”.

Emmerich ressalta que o acionamento indevido é crime previsto Código Penal, com pena de dois a oito anos de prisão e multa.

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