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CACHÊS MILIONÁRIOS

MP quer cancelar shows de R$ 1 milhão de Wesley Safadão e Xand Avião

Pedido, realizado nesta terça-feira por meio de uma ação civil pública, ocorre em meio a uma polêmica em torno de cachês milionários pagos por ...

Wesley Safadão, com show marcado para o dia 9, cobrou R$ 600 mil da Prefeitura de Mossoró. Já Xand Avião, que deverá se apresentar no dia 16, tem um cachê de R$ 400 mil.

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte pediu que a Justiça cancele shows de Wesley Safadão e Xand Avião em Mossoró, cidade a 288 quilômetros de Natal, marcados para as próximas semanas durante uma celebração junina paga pela prefeitura.

O MP quer que os cachês dos cantores, que somam R$ 1 milhão, sejam destinados à Educação para que a prefeitura possa contratar profissionais para atender aos alunos com deficiência da rede pública de ensino do município.

O pedido, realizado nesta terça-feira (31) por meio de uma ação civil pública, ocorre em meio a uma polêmica em torno de cachês milionários pagos por prefeituras Brasil afora a cantores do sertanejo, sobretudo a Gusttavo Lima, o pivô da discussão, com três shows investigados pelo MP em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Roraima.

Wesley Safadão, com show marcado para o dia 9, cobrou R$ 600 mil da Prefeitura de Mossoró. Já Xand Avião, que deverá se apresentar no dia 16, tem um cachê de R$ 400 mil.

A assessoria de imprensa de Wesley Safadão diz que está analisando o caso. A reportagem tentou sem sucesso localizar os representantes de Xand Avião. O texto será atualizado assim que a reportagem receber os posicionamentos.

Em nota, a Prefeitura de Mossoró afirmou que há 365 estagiários contratados para auxiliar alunos com deficiência na rede municipal de ensino e que o investimento destinado à educação este ano equivale a 30% das receitas do município, acima dos 25% mínimos exigidos pela Constituição.

Disse ainda que “se mantém aberta ao diálogo com o MP para todas as tratativas necessárias”. “Confiamos irrestritamente na Justiça e acreditamos que tudo será esclarecido e demonstrado que o processo aconteceu dentro da legalidade”, diz a nota.

“Não há o que festejar quando há crianças sem aulas. Não é devido pagar altos cachês a artistas de fama nacional se faltam recursos para contratar professores auxiliares e profissionais de apoio, adotando soluções temporárias, ineficientes e incapazes de garantir a educação de qualidade. Mossoró vive um impasse que já dura muitos anos. Uma festa não é a resposta para os problemas crônicos da administração pública”, argumentou Olegário Gomes, promotor de Justiça do RN.

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