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A economia capixaba apresentou crescimento de 1,7% no primeiro trimestre deste ano. No acumulado do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado ficou em 4,1%, contra 1,7% da média nacional. Os dados são do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
O bom desempenho da atividade econômica estadual teve contribuição dos setores de serviços, comércio varejista e indústria geral. O destaque é o setor de serviços, após o retorno à normalidade de bares, restaurantes, lojas, shows e grandes eventos.
Segundo o levantamento do IJSN, o Estado avançou em todas as quatro bases de comparação, superando o desempenho nacional em todas elas.
“A economia capixaba vem crescendo de forma expressiva, com seu desempenho se mantendo sempre acima da média nacional e em um ritmo contínuo”, destaca Pablo Lira, que é diretor de integração do instituto.
O empresário Rodrigo Vervloet destaca que a recuperação está sendo forte no setor de serviços.
“Está sendo produzido o que ficou suprimido nos últimos dois anos. Com isso, há geração de empregos, que está muito grande, e inclusive a demanda não está sendo preenchida. O Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) e os empresários estão buscando formas de inserir as pessoas no mercado de trabalho através dessas vagas”, afirma.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio), José Carlos Bergamin, destaca que a economia do Estado está boa no momento atual e vê possibilidades de crescimento.
“O Espírito Santo no atual momento é um conjunto bem virtuoso e com boas possibilidades futuras. As empresas estão sem grandes traumas e vejo que o Estado é um local muito procurado pelo empresariado, por ter facilidade em questões burocráticas”, diz.
Bergamin destaca ainda que para o PIB, o Estado, apesar de não muito grande, representa muito no aspecto social, pois são os pequenos comércios e empresas que mais fazem a economia girar.
Comércio e indústria também têm bom resultado
Os setores de serviços, comércio varejista e indústria geral foram os que mais contribuíram para o desempenho de 1,7% no indicador trimestral do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
No setor de serviços, destacam-se a abertura de novos empreendimentos como bares e restaurantes, além da volta de shows e grandes eventos, com a flexibilização das restrições da covid-19, e esses serviços, considerados serviços prestados às famílias, tiveram aumento de 39,4%, na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do levantamento divulgado pelo IJSN.
De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre deste ano, o volume de serviços cresceu pelo quarto trimestre consecutivo, no indicador acumulado em quatro trimestres, com expansão em todas as cinco atividades investigadas na PMS.