“Quero levá-lo para casa! Há um ano e meio, meu filho está internado nesse hospital”. Esse é o pedido de Karolline Anne Costa Moura, de 27 anos, que acompanha o filho Pietro de Moura, desde 2020, no Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIMABA), devido a complicações de saúde após seu nascimento.
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Hoje o bebê – que só viveu dentro do hospital – tem a oportunidade de continuar o tratamento em casa, com o auxílio de uma equipe de Home Care, porém o Estado ainda não está fornecendo o serviço, mesmo com decisão judicial a favor da família, de acordo com Karolline.
Pietro nasceu com gastrosquise, uma má-formação congênita, e precisou retirar parte do intestino delgado, por isso necessita da aplicação de nutrientes diretamente na veia. Karolline relata que, desde o procedimento, o filho recebe a nutrição corretamente.
“A nutrição parenteral foi disponibilizada desde que houve necessidade. Agora ele pode continuar recebendo em casa”, diz.
O motivo que levou a família a buscar a Justiça foi o risco de infecção por bactérias no ambiente hospitalar. O pedido foi autorizado judicialmente e há obrigação do Estado em disponibilizar o tratamento na casa de Pietro.
“No hospital, ele corre riscos! Pietro já pegou várias bactérias. Abrimos processo judicial para ele receber a nutrição parenteral em casa e o juiz autorizou. Porém, estamos há praticamente três meses aguardando o Estado contratar a empresa. Temos vários laudos de que ele poderia ficar em casa”.
Com a demora em cumprir a decisão, a criança pegou uma bactéria que atingiu o pulmão e ficou internada na UTI, de onde foi tirada menos de 12 horas após a alocação.
“Dessa vez, ele pegou uma bactéria que foi para o pulmão. Precisou ir para a UTI do Himaba. Agora está respirando com ajuda de oxigênio. Chegando lá, não ficou nem 12 horas e mandaram ele para um local ontem não tinha nada, só espaço para colocar o berço”.
Karolline relata que os acompanhantes das crianças também enfrentam desafios em relação ao ambiente em que ficam. “Para nós, cadeira de plástico e só! As mães que acompanham seus filhos dormem no chão”, diz.
O outro lado
Contratação
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que responde pelo Hospital Infantil e Maternidade, informa, em nota, que o paciente está recebendo o tratamento médico em unidade hospitalar, enquanto a Superintendência Regional de Saúde finaliza o processo de contratação do serviço Home Care, que deve ser concluído nos próximos dias, dentro do prazo estabelecido pela Justiça.