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APOIO OU NÃO

PT admite não disputar o governo do Estado

Partido pode apoiar eventual candidatura de reeleição do governador, caso um acordo nacional com o PSB seja concretizado

Fabiano Contarato informou que sua pré-candidatura “está mantida”

Última atualização

A pré-candidatura do senador Fabiano Contarato  ao governo pode ficar só no “pré”. Isso porque seu partido, o PT,  admite desistir de ter candidato ao governo para apoiar eventual candidatura de reeleição do governador, Renato Casagrande (PSB), caso um acordo nacional entre os partidos seja concretizado. 

 













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Quem confirma a hipótese é o membro do diretório estadual petista e pré-candidato a deputado federal, Perly Cipriano. 

Perly explica que a retirada da pré-candidatura de Contarato é algo que é discutido em nível nacional entre o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do PT nacional Gleisi Hoffmann e o próprio senador. 

“O PT daqui é unânime em querer Contarato na disputa pelo governo. Essa discussão da retirada existe, mas não vai ser imposta ao senador. Ele está participando das conversas. Mas é uma hipótese que depende de uma série de fatores”. 

Segundo Perly, o pleito principal do PT é eleger Lula presidente. Por isso, para desistir da pré-candidatura, o partido exigiria ter espaço no palanque ou até na chapa de Casagrande. 

“O PT precisa de palanque no Estado para Lula. Pode ser Senado, vice ou governo. E também quer São Paulo.  Já o pleito principal do PSB é  Espírito Santo, Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Deve haver uma resolução lá pelo dia 15. É um acordo nacional. Se o PSB ceder de um lado, o PT pode ceder do outro. Mas nada garantido”. 

Ou seja: tudo indica que uma desistência de Contarato dependerá de outras movimentações em outros estados. A principal delas seria em São Paulo, onde Márcio França (PSB), é cotado para desistir de disputar o governo de São Paulo e disputar o Senado.

Tal mudança da parte de França teria como objetivo permitir que  Fernando Haddad (PT) dispute o governo paulista sem ter o PSB como adversário.  

 Fabiano Contarato foi procurado  e sua assessoria   afirmou apenas que a “pré-candidatura do senador Fabiano Contarato ao governo do Estado segue mantida”. 

Já o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, não retornou aos contatos da reportagem até o fechamento desta edição. 

Federados  apoiam a reeleição

Se depender dos partidos federados ao PT, a sigla irá apoiar a candidatura de reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). Isso porque tanto PV, quanto PCdoB já declararam seus apoios ao atual governador.  

O presidente estadual do PV,  Fabrício Machado, já havia feito tal afirmação para A Tribuna na edição de  30 de abril.  “Estamos no governo, temos um histórico de aliança com o PSB. Caso não haja consenso numa aliança entre PT e PSB no Estado, o PV capixaba vai insistir no apoio a Casagrande”, afirmou Machado, na ocasião.

Ontem foi a vez do PCdoB oficializar seu apoio ao governador, publicando uma resolução da comissão política estadual do partido neste teor. 

Segundo o presidente estadual do partido, Neto Barros, apesar de Contarato ser um “ótimo nome que um dia será governador”, o momento atual seria de união entre os partidos de esquerda para reeleger o atual governador do Estado.   

“A gente quer uma frente ampla nacional e não pode abrir mão disso aqui no Estado. A gente acha Contarato um baita nome, um excelente quadro, mas hoje quem reúne as melhores condições é o governador”, afirmou.

“Com uma frente ampla aqui, a gente freia o avanço do atraso, que é representado pela oposição, e garante, com os votos do Estado num palanque amplo para o Lula, os votos que faltam para ele garantir a eleição já no primeiro turno”, completou.

ENTENDA

> Meta é eleger Lula
– PT e PSb flertaram com uma federação, mas acabaram firmando apenas uma coligação na esfera nacional.
– Por conta dessa coligação, os partidos discutem na esfera estadual com base em suas prioridades para chegar a um acordo nacional.
– O PT tem como meta principal eleger Lula presidente da República e Fernando Haddad, governador de São Paulo. Já o PSB tem como foco eleger governadores no Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Santa Catarina.

Fonte: Perly Cipriano, do diretório do PT/ES

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