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Polícia

“Vou embora do Estado”, diz professor agredido em faculdade do ES

Ele, que é natural de Minas Gerais, falou que está abalado com o que viveu

Última atualização

Temendo por  sua vida, o professor universitário, de 38 anos, espancado dentro de uma faculdade particular em Vila Velha, disse que não pretende mais continuar no Espírito Santo. Ele, que é natural de Minas Gerais, falou  que está abalado com o que viveu. O crime aconteceu na tarde da última terça-feira (13), no bairro Coqueiral de Itaparica.

 













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A Tribuna –  Como foi o momento da invasão da faculdade?

Professor – Eu estava chegando na faculdade. Quando eu ia ter acesso às escadarias, três jovens  me chamaram de lá de fora. Chamaram pelo meu nome.


E o que eles falaram?

Pediram para eu ir lá,  que eles queriam falar comigo. Como tinha acontecido uma situação, minutos antes, onde dois homens perguntaram por mim em uma outra escola onde eu trabalho, mostrando uma  foto minha, perguntando para os meus alunos, eu já fiquei cabreiro e saí correndo. 

E o que aconteceu depois?

Eles subiram as escadas e foram atrás de mim. Eu entrei numa sala do setor administrativo, em  uma tentativa de trancar a porta, para me proteger. Eles estouraram a porta rapidinho.

E o que você fez nesta hora?

 Corri para um outro ambiente da sala, minha mochila caiu e eles falaram: “essa mochila é dele?”.   Pegaram a mochila,  saíram tomando rumo do corredor para ir para fora da faculdade. 

O que tinha na mochila?

Minha reação  foi tomar a mochila deles.  Um deles ficou mais distante e os outros dois vieram para cima de mim. Um pegou um cabo de rodo e começou a me bater. Eu entrei em luta  corporal e  a gente foi para o  chão.

E depois?

O  que me agrediu com o rodo sacou uma arma e eu o soltei. Eles foram embora levando a  mochila.

Quem você acredita que pode ter feito isso? 

Eu estou passando por um processo de divórcio, inclusive,  litigioso, porque a minha ex não aceita o  divórcio. Eu sou mineiro e não tenho  intrigas com ninguém aqui no  Estado. 


E o que te faz pensar que ela fez isso?

Em brigas anteriores, ela disse para eu tomar cuidado com a minha vida. Eu tenho áudios gravados. Eu falo para ela: “Você vai me matar?” E ela diz: “não necessariamente, mas  posso mandar alguém”. Além disso, no final da briga com os indivíduos, eles saíram falando que era para eu aprender a não bater mais em mulher. 

E você já a agrediu? 

Nunca. A gente teve uma briga em dezembro do ano passado, quando eu tentei tomar a chave da mão dela para abrir a porta do  quarto que ela tinha trancado. E  no dia 17 de agosto ela me bateu.

Como está seu psicológico depois dessa situação?

Está abalado e eu estou com aquele sentimento de revolta. Estou com medo de que façam algo comigo e por isso estou escondido. Eu cheguei numa situação que agora eu vou pedir dispensa da escola, da faculdade e ir embora.

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