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Espírito Santo tem os maiores galos do Brasil

Bicho Louco e Loki são da raça Índio Gigante e medem, em média, 1,20 metro. Eles são irmãos e vivem em Vargem Alta, no Sul do Estado

Espírito Santo tem os maiores galos do Brasil
- O artesão conta que descobriu a raça Índio Gigante há oito anos.

Última atualização

O Espírito Santo possui cerca de 400 criadores de galos que podem ultrapassar 1 metro de comprimento.

Em Vargem Alta, no Sul do Estado, o artesão Leonardo Rocha Pontini,  48 anos, cria dois dos maiores galos do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Aves da Raça Índio Gigante (Abracig).

De acordo com Leonardo, os animais  são irmãos e  criados em uma pequena granja que ele mantém no quintal de casa, em Castelinho, zona rural do município. O Bicho Louco mede 1,20 metro e o Loki, 1,19 metro.

 













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“São considerados os maiores da atualidade. A associação não divulgou nenhum outro galo maior do que os nossos. Então, temos os maiores galos do País”. 

O artesão conta que descobriu a raça Índio Gigante há oito anos em um programa de televisão e logo se interessou pelo ramo, até então novo na região. Sua criação é pioneira na cidade.

“Assisti ao programa num dia e, no outro, já encomendei duas dúzias de ovos, um galo e uma galinha para começar o negócio. O casal de aves veio de Minas Gerais, já os ovos vieram de Goiás e São Paulo”, contou.

A criação desses galos, segundo Leonardo, não é difícil. O cuidado é familiar e até as crianças da casa ajudam.

“A alimentação é uma das partes mais importantes na criação destes animais, embora também seja bem simples. Adotamos a mesma alimentação de galinhas comuns. Para um melhor desenvolvimento do galo gigante, é importante garantir um bom volume de cálcio e vitamina D nas refeições. Especialistas sugerem milho, frutas e hortaliças cruas, com exceção de alface, como complemento”. 

O artesão lembrou  que a raça  Índio Gigante surgiu no Brasil após cruzamento de galos de briga com galinhas caipiras e outras raças. Apesar disso, é uma raça dócil. 

“Esse galo é dócil e fácil de lidar, mesmo que herde o instinto agressivo de seus ascendentes, pois é uma ave domesticada. Ele não precisa de muitos cuidados e investimentos, mas precisa apresentar características como robustez, musculatura forte e porte altivo”.

O produtor comercializa os ovos e as aves. Ele conta que o ideal é que a pessoa interessada possa visitar o criatório e escolher pessoalmente as unidades, que podem ser adquiridas vivas, nunca abatidas.

Animais à venda por até R$ 200 mil

Na granja de Leonardo Rocha Pontini a dúzia de ovos custa R$ 1 mil, enquanto os pintinhos de um a sete dias custam R$ 200. 

Já os frangos com cinco a seis meses  custam a partir de R$ 1.500, dependendo do peso.

Gustavo Alcântara, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Aves da Raça Índio Gigante (Abracig),  disse que alguns animais têm sido vendidos por até R$ 200 mil em outros estados.

Elegância

“A ave chama  atenção de qualquer um. Pernas e pescoço alongados, um modo elegante de andar. Mas é o tamanho que acaba atraindo novos criadores”. O galo Índio Gigante está em cerca de 20 mil propriedades brasileiras. 

“A raça teve origem em Minas Gerais e Goiás, há cerca de 25 a  30 anos atrás”.  

Os primeiros estudos sobre o Índio Gigante, segundo especialistas, apontam que a carne dessa ave é rica em ômega 3. 

A primeira característica da raça  é o tamanho: as fêmeas devem ter partir de 0,9 metro; machos, no mínimo, 1,05 metro.

Raça cai no gosto dos criadores e ganha espaço

Considerado ainda uma novidade no Estado, o galo Índio Gigante caiu no gosto dos criadores e ganhou espaço nos galinheiros capixabas.

De acordo com o técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Anderson Pagotto, a precocidade e o tamanho do animal são os atrativos. 

De acordo com ele, o galo Índio Gigante adulto ultrapassa 1 metro, enquanto o caipira comum não chega a 80 centímetros.

E o que mais impressiona o produtor é que, em quatro meses, o animal já está em condições para o abate. As outras aves caipiras demoram de sete meses a um ano para chegar.


CURIOSIDADES

Exemplares de até 8 quilos

| Origem do animal

O Galo Índio Gigante é uma raça de galináceos domésticos (Gallus Domesticus) desenvolvida no Brasil.

Dentro do gênero Gallus, este galináceo é o de maior tamanho e está entre os de maior peso que existem no mundo. Passa fácil de 1 metro de altura (macho) e há exemplares que já chegaram a ter oito quilos.

O Índio Gigante surgiu no Brasil do cruzamento de galos de rinha com galinhas caipiras e outras raças.

Com o tempo, os criadores foram selecionando os maiores exemplares até chegar aos animais atuais.

A raça tem padrão definido e uma associação nacional de criadores para melhor organizar a criação da ave no território nacional e trabalhar no seu melhoramento genético.

Para ser considerado um Índio Gigante, o galo deve ter, no mínimo, 105 centímetros (1,05 metro) com peso mínimo de 4,5 quilos adulto e a galinha, no mínimo, 90 centímetros com peso mínimo de 3 quilos adulto. 

Atualmente, o tamanho médio dos machos está por volta de 1,20 metro.  

A medição do tamanho do animal é feita da ponta da unha do dedo médio da pata até a ponta do bico, segurando o galináceo de modo que fique totalmente esticado, normalmente na horizontal, pois nesta posição ele costuma ficar calmo e é mais fácil a medição. 

Esses animais podem custar mais de R$ 200 mil (R$ 5 mil já é comum). Na granja do Leonardo Rocha Pontini a dúzia de ovos sai a R$ 1 mil.

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