Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que estão doando R$ 1 ou valores similares para a campanha do Presidente têm gerado dificuldades para a chapa. A ideia do movimento é que todos os eleitores bolsonaristas tenham recibos das doações, gerando assim um parâmetro contra fraudes nas urnas eletrônicas – o Presidente insiste em fake news sobre elas.
Os extratos de doação têm que ser feitos individualmente e em 72 horas, o que implica em custos contábeis maiores que os valores depositados.
Robô
Tarcísio Vieira de Carvalho, ex-ministro do TSE e advogado da campanha, calcula que já foram feitas cerca de 300 mil doações do tipo, em valor médio de R$ 2. Ele diz que o contador está aflito e tenta desenvolver um programa para processar as contribuições.
Nunca vi
O advogado afirma que solicitou que os valores sejam colocados em anotação específica, separados, e que não sejam utilizados enquanto a campanha pensa em uma resolução. Ele classifica o caso como inédito e objeto de estudo.
Sniper
O mea culpa de Jair Bolsonaro sobre seu comportamento na pandemia e a promessa de que aceitará pacificamente uma eventual derrota eleitoral, expressos em uma entrevista a podcasts na segunda-feira (12), tiveram como alvo os antilulistas moderados.
Calmante
Segundo estrategistas da campanha, a mensagem é direcionada àqueles que compartilham valores conservadores com o Presidente, mas rejeitam seu estilo, e que criticam o PT e defendem temas como família e propriedade, mas não gostam da personalidade agressiva e desrespeitosa de Bolsonaro.
Ira
A campanha de Rodrigo Garcia (PSDB) decidiu exibir na televisão um vídeo que mostra o aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos) Frederico D’Ávila (PL), deputado estadual, xingando o papa Francisco de vagabundo. O planejamento era o de que a peça estreasse na noite de ontem.
Irmão desse
A ideia da campanha tucana é associar o concorrente aos ataques a católicos feitos pelo parlamentar, cuja candidatura a deputado federal tem sido promovida pelo ex-ministro. D’Ávila diz à coluna que colocaram seu processo sete vezes em plenário na Asssembleia Legislativa de SP e não conseguiram quórum.
Paz e amor
Candidato ao Senado de SP, Edson Aparecido (MDB) afirma em livro sobre sua experiência como secretário de Saúde da capital que nunca teve problemas com o Ministério da Saúde. A retórica em “814 Dias de Luta contra a covid-19” (editora Papagaio) é diferente da adotada, por exemplo, pelo ex-governador João Doria (PSDB), que sempre foi um crítico da gestão federal da pandemia.
Semântica
Em reunião virtual com comunicadores ontem, Rosângela da Silva, a Janja, mulher do ex-presidente Lula (PT), sugeriu que apoiadores passem a usar a expressão “conquistar mais” eleitores, em vez do “virar votos” encampado por militantes da esquerda.
Arranque final
Ela disse também que não vai falar mais em segundo turno até o dia 2 de outubro. Segundo ela, existe uma chance real de vitória no primeiro turno.
Quem, eu?
Aécio Neves (PSDB-MG) reagiu com ironia à declaração dada por Lula à CNN Brasil de que o tucano teria culpa pelo clima de animosidade no Brasil. O petista se referia à ação que o PSDB protocolou em 2014 questionando a reeleição de Dilma Rousseff (PT).
Resposta
“Gostaria de ter tido a força política que ele me atribui para ter vencido em 2014 e poupado o Brasil da tragédia que veio depois”, afirmou Aécio, que é candidato a novo mandato de deputado federal.
Alerta
Uma das mais atuantes ONGs que representam indígenas no sul do Pará, o Instituto Kabu denunciou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal estar sofrendo ameaças.
Pressão
A intimidação começou na semana passada, quando passou a circular áudio em que um homem culpa a ONG por provocar ação da polícia contra garimpos ilegais na região. Além disso, uma carta foi enviada ao instituto, dando um ultimato para que ele interrompa suas atividades.