Um ex-engenheiro da Marinha dos EUA e a mulher foram condenados pela Justiça americana por tentar vender segredos militares a um país estrangeiro não especificado — que, de acordo com fontes do jornal americano New York Times, seria o Brasil.
Jonathan Toebbe, de 44 anos, trabalhava no gabinete do chefe de Operações Navais dos EUA e foi pego oferecendo segredos de submarinos de propulsão nuclear.
Ele foi condenado a 19 anos de prisão, enquanto sua esposa, Diana, recebeu uma pena de 21 anos — uma sentença muito mais dura do que o esperado.
Os promotores haviam pedido originalmente uma pena de até 17,5 anos de prisão para Jonathan e de apenas três anos para Diana — o que a juíza Gina Groh considerou insuficiente. A magistrada entendeu que Diana, de 46 anos, foi quem arquitetou e comandou a operação.
As tentativas de espionagem começaram em abril de 2020. E o FBI (polícia federal americana) prendeu Jonathan e a mulher em 9 de outubro de 2021, depois que eles efetuaram uma terceira venda de informações para um agente do FBI, disfarçado de representante do governo estrangeiro.