- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Anúncio
Saúde

Dois mil no Espírito Santo fizeram cirurgias para perder peso

Número se refere às intervenções realizadas nas redes pública e privada do Espírito Santo nos últimos dois anos

Na foto Camila Teles, 26 anos Foto: Leone Iglesias

Última atualização

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:


  

Muito além da estética, a obesidade é uma doença crônica, considerada por médicos como uma epidemia no País que requer tratamento.   Hoje  uma das formas de tratar a obesidade é por meio das cirurgias bariátricas. No Estado, 2.278 pessoas passaram pelo procedimento   no ano passado e este ano. 

Pela rede privada, foram 752 cirurgias no Hospital Meridional de Cariacica, 221 no Hospital Unimed e 227 no Hospital Evangélico de Vila Velha. Pelo Sistema     Único de Saúde (SUS),  foram 1.078 procedimentos, segundo a Secretaria  de Estado da Saúde (Saúde).  

As cirurgias bariátricas  podem ser feitas em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35, desde que tenham outras doenças associadas. Já para pacientes sem outras doenças, é preciso ter ICM acima de 40.

Nos últimos dias, a cantora Jojo Todynho revelou em suas redes sociais  que vai realizar a cirurgia e  afirmou ter tomado a decisão há muito tempo. A cantora ainda lembrou o fato de já ter afirmado que não faria uma bariátrica. 

“Eu sempre falei que não ia fazer bariátrica, que eu era contra, que a bariátrica salvou vidas, mas eu não precisava e não ia fazer. Só que tem um porém: eu não sou médica. Mas se o médico que está com os meus exames e cuida de mim acha que eu tenho que fazer, que é preciso, eu vou cumprir”, afirmou.

Cirurgião bariátrico do Grupo Meridional e do Hospital das Clínicas (Hucam), Gustavo Peixoto alerta que os indivíduos obesos mórbidos têm menos chance de sobreviver. 

“A chance de um obeso mórbido chegar aos 70 anos é em torno de 50%, já uma pessoa com peso normal, essa probabilidade chega a 80%. A obesidade mórbida consome anos de vida da pessoa, ela mata. A cirurgia bariátrica previne doenças cardiovasculares e já está bem documentado que ela diminui  a chance de morte por câncer”.

 O cirurgião bariátrico e coordenador do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Evangélico de Vila Velha destacou ainda que a cirurgia não tem objetivo unicamente estético. “Não podemos menosprezar os benefícios que o emagrecimento causa na vida da pessoa, mas  o principal objetivo é melhorar a quantidade e a qualidade de vida do paciente”. 

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:


  

“Hoje me sintomuito melhor”

A vendedora Camila Teles, 26 anos, passou pela cirurgia bariátrica em junho deste ano. Ela conta que desde a infância sofre com a obesidade e passou por diversos especialistas. “Eu não conseguia manter o peso e nem ter sucesso durante o tratamento. Cheguei em um ponto de ter  pressão alta, pré-diabetes e durante a pandemia meu quadro de obesidade se agravou”.

“E eu tinha preconceito com a cirurgia e não entendia que ela também é um tratamento e poderia ser efetivo para mim. Hoje me sinto muito melhor, não só na estética mas também  na saúde. Sou outra mulher”.

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Obesidade atinge 22% dos brasileiros, diz pesquisa

Dados da última pesquisa Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde e divulgada este ano, mostram que os números relacionados à obesidade e ao sobrepeso não param de crescer no País. 

O índice de obesidade ficou em 22,35% em 2021, também superior aos anos anteriores e o dobro do registrado há 15 anos.

A doença tem potencial de causar e agravar diversas outras, como diabetes, inflamações no fígado, hipertensão arterial, problemas respiratórios, além de aumentar o risco de infarto, AVC e de alguns tipos de câncer.

“Ainda existe muito preconceito e estigma em relação à obesidade e esse paciente precisa justamente do oposto, que é apoio e compreensão, seja de médicos, da família, do seu ciclo social e da sociedade em geral. Por isso, é fundamental abordarmos a obesidade como o que ela é: uma doença que precisa ser tratada com acompanhamento profissional”, lembra o cirurgião bariátrico Cid Pitombo.

A endocrinologista Gisele Lorenzoni destaca que a obesidade vem crescendo a cada ano e tem aumentado tanto em adultos quanto em criança. 

“Para não chegar ao quadro de obesidade, a prevenção é feita com mudanças de hábitos alimentares, com a alimentação balanceada e mais saudável e prática regular de exercícios físicos. Agora, se a pessoa observar que a situação está saindo do controle, ela deve procurar ajuda de um profissional especializado”, afirmou.

O cirurgião bariátrico Tarcísio Zovico ressalta que  a obesidade é uma pandemia. “Ela ocorre no mundo todo, em todas as camadas sociais, em ambos sexos e acomete de forma indiscriminada”.

O cirurgião bariátrico Gustavo Peixoto destaca que nos casos em que o paciente precisa passar pela cirurgia bariátrica, alguns cuidados devem ser tomados.

“Esse paciente precisa tomar os suplementos de vitamina, fazer atividades físicas, ter uma boa alimentação e acompanhamento com a equipe. A cirurgia é uma ótima ferramenta, ela não é o ponto final”, frisa.

Fique por dentro

O maior benefício da cirurgia bariátrica, além da perda de peso, é a remissão das doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida.

As cirurgias bariátricas  podem ser feitas em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35, desde que tenham outras doenças associadas. Já para pacientes sem outras doenças, é preciso ter ICM acima de 40.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.