Uma em cada quatro pessoas no mundo morre por conta de condições causadas pela trombose, de acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia. Médicos apontam que imobilidade prolongada, a obesidade e até o uso de contraceptivos orais estão entre os fatores de risco para a enfermidade.
A trombose é a formação de coágulos de sangue nas veias, principalmente nos membros inferiores, bloqueando ou prejudicando o fluxo de sangue na região acometida e, assim, causando inchaço e dor local, explica o médico angiologista José Marcelo Corassa.
Ele conta que pessoas com doenças vasculares, com câncer, com obesidade e que fazem o uso de hormônios (de reposição) possuem pré-disposição à enfermidade.
“A imobilidade prolongada, como em casos de internações, doenças incapacitantes e períodos pós-cirurgia, pode causar trombose. Quando obstrói uma artéria do pulmão, a condição pode causar até a morte. Nesses casos graves, é necessário um tratamento cirúrgico”.
O Dia Mundial da Trombose, em 13 de outubro, foi comemorado na última quinta-feira e alertou para a conscientização sobre o problema, com eventos educacionais em países ao redor de todo o mundo.
O médico angiologista e cirurgião vascular Carlos Daher explica que, no caso das mulheres, há risco maior de desenvolver trombose por conta de hormônios sexuais, que, inclusive, sofrem alterações com o uso de alguns contraceptivos orais.
“A trombose venosa profunda é mais frequente no sexo feminino justamente pelos hormônios sexuais que as mulheres produzem em maior quantidade do que os homens. Os contraceptivos orais têm estes hormônios em quantidade mais elevada, com intuito de evitar uma gestação”.
O médico alerta, ainda, que durante a gravidez e puerpério há expressivo aumento dos fatores que contribuem para a coagulação justamente para que haja cessação do sangramento no parto e no puerpério. Ele afirma que isso também contribui para o aumento das chances de trombose entre as mulheres.
De acordo com o Ministério da Saúde, a predisposição genética, a idade mais avançada, o colesterol elevado, o consumo de álcool, o tabagismo e a falta de movimentação são outros fatores que aumentam o risco de desenvolver trombose.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que o número de internações relacionadas a tromboembolismo venoso ultrapassou 520 mil, com um mais de 67 mil óbitos entre 2010 e 2019.
Cuidados após 7 sustos
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: true
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
O sargento da polícia militar Leonardo Alves Pinheiro, de 52 anos, teve trombose após colocar gesso na perna, por conta de um acidente na aula de jiu-jitsu, em 2015.
Ele descobriu, então, que tem predisposição genética para a condição. O sargento já teve trombose sete vezes, nas panturrilhas e no braço.
Desde 2017, ele toma um remédio anticoagulante diariamente para tratar o problema.
“No início, foi um susto. Hoje, levo um estilo de vida mais saudável e passei a me cuidar mais”, afirma.
Saiba mais
Trombose
É a formação de coágulos de sangue nas veias, principalmente nos membros inferiores. A trombose bloqueia ou prejudica o fluxo de sangue na região acometida e, assim, causa inchaço e dor no local.
Tipos
Existem dois principais tipos de trombose. A trombose venosa superficial, também conhecida como flebite, acomete o sistema venoso superficial, ou seja, as veias mais superficiais e mais finas. Já a trombose venosa profunda acomete o sistema venoso profundo, ou seja, as veias mais profundas.
Sintomas
Os sintomas podem ser diferentes, dependendo da localização das veias, ou seja, mais superficiais ou mais profundas. Em geral, eles se manifestam como dor no trajeto da veia e inchaço do membro acometido. A coloração vermelho-escura ou arroxeada, o endurecimento da pele e o aumento da temperatura nas pernas também são sintomas comuns.
Riscos
Os fatores de risco são a idade, as varizes, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, o uso de hormônios, a imobilização por longos períodos, a desidratação e a gravidez e puerpério.
Tratamento
O tratamento é feito com medicações anticoagulantes para prevenir a embolia pulmonar e, assim, possibilitar que o organismo consiga dissolver o coágulo da veia acometida.
Fonte: Ministério da Saúde e especialistas consultados.