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JARDINAGEM

Exterminadores de pragas ensinam a cuidar de jardim

Utilizar técnicas erradas para o controle desses inimigos pode matar a planta. Combate depende de uma análise do tipo de praga

A paisagista Angélica Vieira (na frente) dá dicas de cuidados com as plantas para sua amiga, a empresária Paula Stesanelli

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A busca por um modo de vida mais saudável criou um escapismo para muitos capixabas: o cultivo de jardins e pequenas hortas domésticas. A atividade impõe desafios imprevistos, como aprender a controlar insetos e fungos indesejados nas plantas. Exterminadores de pragas ensinam técnicas  para cuidar dos jardins.

O combate depende de uma análise do tipo de praga que afeta cada planta, já que há uma diversidade de parasitas, como cochonilhas, pulgões, lagartas, formigas-cortadeiras, formigas-açucareiras, lesmas e caramujos. 

Utilizar técnicas erradas para o controle desses inimigos pode, até mesmo, matar a planta, como explica a bióloga, especialista em Paisagismo e mestre em Arquitetura e Urbanismo Rosa Angela Ramaldes.

“Para combater insetos, como cochonilhas e pulgões, utilizamos inseticidas ou bacilos naturais. Só precisamos nos atentar aos sinais apresentados para diagnosticar de qual praga se trata em cada situação. Ao matar uma praga,  a planta não se torna imune. É preciso manter cuidados constantes com os jardins”. 

A especialista explica, por exemplo, que os sinais de infestação de cochonilhas aparecem com um aspecto de “algodãozinho”, enquanto os pulgões são insetos bem pequenos que aparecem em conjunto e afetam as folhas, o caule e as flores para se alimentar da seiva das plantas.

A empresária Paula Stesaneli, 32, é apaixonada por plantas, embora não entenda sobre jardinagem. Sua amiga, a paisagista Angélica Vieira, costuma ensiná-la alguns segredos e técnicas de cuidados com o jardim. 

De acordo com a paisagista, um dos principais e mais simples segredos para deixar os jardins mais belos e livres de infestações de pragas é entender o perfil das espécies de plantas. 

Algumas precisam de exposição direta à luz solar para o desenvolvimento adequado, como a gardênia, o cambará e a alamanda, enquanto outras necessitam de menos contato, como a zamioculca, o lírio-da-paz e a chamaedorea elegans, explica. 

“As plantas trazem renovação no ambiente, além de boas energias, tranquilidade e espiritualidade. Cultivar plantas é um exercício contínuo não só de beleza para o ambiente, mas, também, um excelente alívio mental e motivacional. Todos podem aprender as técnicas de cultivo”, opina.


Cuidado preventivo

 













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A proprietária da loja Sempre Verde Garden Center, Rafaela Casati, montou um jardim vertical em uma área externa de sua casa, com projeto da paisagista Sínthia Ferrari (ao fundo).

Para manter a saúde das plantas, Rafaela conta que investe em pulverização de prevenção com adubo químico e óleo de neem, um tipo de inseticida natural. 

“A prevenção é muito importante. O aparecimento de alguns fungos e pulgões, por exemplo, é comum. Eu opto, sempre que possível, por produtos naturais para o cuidado, por conta das crianças em casa”, explica.

A escolha das plantas se deu por espécies com menos necessidade de luz solar direta.


Controle da irrigação

 













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O engenheiro agrônomo e proprietário da loja de jardinagem Pólen Garden, José Antônio Bissoli, conta que notou um grande aumento na busca por plantas desde o início da pandemia.

Entre as estratégias para  evitar o ataque  de pragas em suas plantas está  o controle da irrigação, aponta o engenheiro agrônomo. “Molhar a planta em excesso propicia o aparecimento de fungos. Planta saudável e em ambiente adequado tem  menos pragas”.

Ele conta ainda que utiliza acaricida, fungicida e inseticidas para o controle do problema.


Cantinho verde é opção para espaços pequenos

O sonho de um jardim  ou horta em casa também pode se tornar uma realidade para quem vive em casas e  apartamentos pequenos. A opção, nesses casos, é criar um cantinho verde interno ou externo. 

 













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Professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Vila Velha (UVV),  Clovis Aquino explica que o sucesso de um jardim ou de uma horta em espaços domésticos  depende  das estratégias de plantio.

No caso de hortas, ele explica que é necessário optar por espécies de vegetais que não necessitam de muito espaço para o crescimento natural. 

“Se o plantio for em vasos, a sugestão seria a escolha por ervas aromáticas, como cebolinha e salsinha, além hortaliças de menor tamanho, como alface. Já no solo, pode-se pensar no plantio variado de espécies, como os legumes e outras hortaliças, por exemplo”.

Plantio

Para jardins, o plantio  no solo deve considerar que as plantas poderão crescer com maior vigor e, com o tempo, se tornar uma árvore, mesmo em espaços pequenos, explica o especialista.

“Os melhores lugares para se criar um jardim ou horta seriam aqueles que recebem sol direto por uma parte do dia, oferecendo luz e sombra à planta, com boa possibilidade de drenagem da água”.

Em espaços internos, plantas de sombra são melhores, como as dracenas, samambaias, bromélias, lírios, fitônias, begônias e planta jiboia, explica.

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