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NOVA VARÍOLA

Butantan cria comitê para estudar produção de vacina contra nova varíola

Até domingo (03), o país tinha 76 casos confirmados da doença

Universidade Federal de Minas Gerais

Última atualização

O Instituto Butantan, de São Paulo, criou um comitê técnico para estudar a produção de vacinas contra a nova varíola. Segundo o órgão, a decisão ocorre por haver “iminência de um possível surto da doença”.

Até domingo (03), o país tinha 76 casos confirmados da doença, segundo o Ministério da Saúde. Atualmente, o Brasil não possui vacinas contra a varíola.

A portaria de criação do comitê no Instituto Butantan diz que “se nota uma crescente incidência de casos e surtos relatados, o que está levantando preocupações sobre a disseminação futura da doença”.

O comitê, formado por nove especialistas, tem como atribuições assessorar a entidade para uma “eventual produção da vacina”. Eles vão conduzir estudos e propostas sobre a viabilidade da produção.

A pouca capacidade de produção da vacina para barrar a transmissão do vírus é um aspecto que preocupa especialistas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu na sexta-feira (1º) uma ação urgente na Europa para conter a propagação da nova varíola. Segundo a entidade, foram registrados 5.322 da doença em mais de 50 países – a maioria deles em território europeu.

A entidade, contudo, decidiu ainda não classificar a nova varíola como emergência sanitária global.

Um dos pontos ainda em avaliação pela OMS é como o vírus se propagou tão rápido em diferentes países – fora da África, onde a doença é endêmica, esse é o maior surto já visto.

No Brasil, o primeiro caso no Brasil foi registrado em 8 de junho, em São Paulo, em um homem de 41 anos que viajou para Espanha e Portugal. Em menos de um mês, o número de casos no país passou para 76.

Como não há vacinas no país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a pasta estava em contato com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para avaliar compras de doses, mas ainda em avaliação.

A transmissão da nova varíola acontece por meio de contato próximo. A infecção pode ser por vias respiratórias, mas é preciso contato face a face perto por tempo prolongado.

Outra forma de infecção é por meio das feridas, parecidas com bolhas, que a nova varíola causa na pele. Febre e dores no corpo são outros sintomas da doença.

Diminuir a transmissão envolve principalmente isolamento dos casos suspeitos e confirmados.

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