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Pesquisadores do Estado têm acordos de cooperação com mais de 40 países em vários continentes que ajudam na aceleração de resultados e compartilhamento de informações. Na Ufes, por exemplo, são 150 acordos em 43 países, como Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Espanha, Portugal, Japão, entre outros.
“As colaborações externas aceleram o desenvolvimento de nossas pesquisas. Trabalhamos com equipes de outros países que, às vezes, já resolveram o problema que estamos estudando. Nós estamos aqui no Espírito Santo, mas trabalhamos com pessoas renomadas de outros países e isso faz com que a gente consiga acompanhar e ter visibilidade em panorama internacional”, observa a professora Maria José Pontes, que é chefe de Divisão de Acordos de Cooperação da Ufes.
Para ela, o principal desafio é aproximar a população das pesquisas desenvolvidas na universidade. “Depois da pandemia, principalmente, vimos que não dá para ficarmos fechados dentro da universidade. Acredito que o maior desafio hoje é fazer chegar e interagir mais com a população. Temos que atender as demandas de fora para dentro, pensar que muitas coisas que pesquisamos aqui vão atender a demanda da população”.
Os estudos feitos com a vacina contra a covid, como o da meia dose com vacina Astrazeneca no projeto Viana Vacina, e o projeto Curumim, ultrapassaram os muros da universidade e ganharam visibilidade internacional.
As pesquisas tiveram grande importância nacional para a liberação da Coronavac em crianças e início da vacinação nos menores de 5 anos, segundo a coordenadora dos estudos, a professora da Ufes Valéria Valim.
“Tivemos aqui no Estado seis projetos relacionados às vacinas da covid, mas acredito que Curumim e o projeto Viana Vacina foram os que tiveram maior engajamento da população e ilustram o quanto essa participação da sociedade como voluntária de pesquisa foi importante”, afirma.
A professora e pesquisadora, que também é médica, destaca que o principal objetivo da pesquisa é encontrar soluções e conhecimento para a humanidade.
“Isso está diretamente ligado ao interesse da sociedade. Às vezes essa pesquisa é uma pesquisa mais básica, experimental, muito distante da aplicação, e às vezes, ela é uma pesquisa absolutamente aplicada. As duas são importantes porque o conhecimento ele é uma construção”.