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Saúde

Dez casos de dengue por hora são registrados no Espírito Santo

Nos primeiros 15 dias deste mês, foram 3.613 registros da doença. Número é oito vezes maior do que no mesmo período de 2022

Cidades Na foto Agentes da Prefeitura trabalhando Foto Dayana Souza

Última atualização

Um dado preocupante tem chamado a atenção dos órgãos de saúde do Espírito Santo. Em todo o território capixaba, já são 3.613 casos de dengue registrados nos primeiros 15 dias  deste ano. São 10 casos registrados por hora no Estado. 

O número é oito vezes maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando o Espírito Santo registrou  453 casos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). 

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Em alguns municípios, o percentual já é considerado como fase de risco epidêmico.

O analista de redes sociais Marcelo Alves, de 32 anos, é um dos 41 casos confirmados na cidade de Guarapari. 

Morador da Praia do Morro, onde concentra o maior número de notificados, o jovem diz que começou sentindo dor no corpo, fraqueza, dores atrás dos olhos  e vômito. Depois veio a febre alta, chegando a 39,3 ºC.

“Procurei atendimento médico porque nunca tinha me sentido mal assim. Já se passaram nove dias, e eu ainda continuo com dor atrás dos olhos e com fraqueza. A médica pediu para ficar de repouso mais 10 dias, já que eu cheguei perto de ter uma dengue hemorrágica”, contou.

Ele explicou que é a primeira vez que teve dengue. “Muita gente conhecida também está com dengue. Meu pai mesmo pegou a doença”. 

A médica de saúde da família Thays Rangel destaca que  os principais sintomas são dor no corpo, fraqueza e vômito, mas  se confundem com outras doenças como covid-19 e  gastroenterite. É preciso confirmar com exame. 

“Com dois sintomas, já é notificado como caso suspeito de dengue. Com cinco dias de sintomas, pode fazer o teste específico, que é o IGG e IGM de dengue, para confirmação. Com as plaquetas mais baixas do que a dengue clássica, o paciente está sendo classificado com a doença mais grave, a hemorrágica”, explica a médica.  

Diante do grave cenário, a médica alerta para a importância de a população ajudar no combate ao mosquito da dengue. 

“A transmissão é causada exclusivamente pelo mosquito aedes aegypti. Se alguém estiver com dengue é porque tem foco do mosquito por perto, já que o mosquito não chega muito longe”. 

Thays alerta ainda para a procura de  focos do mosquito próximo à casa e ao local de trabalho. “Chame a vigilância epidemiológica, porque o mosquito se prolifera em água parada, seja ela suja ou limpa”.

“Se alguém estiver com dengue, é porque tem foco do mosquito por perto, já que o mosquito não chega muito longe”, Thays Rangel, médica

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