Morreu na manhã deste domingo (22) Manoel Duarte Matos, aos 84 anos de idade. O empresário faleceu em decorrência de um infarto, mas já estava com a saúde bastante debilitada há cerca de três anos.
Duarte, como era chamado, ajudou muito no desenvolvimento de Guarapari, chegou a ser vice-prefeito da cidade, duas vezes vereador, ocupando a cadeira de Presidente da Câmara Municipal de Vereadores entre 1970 e 90.
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Filho mais velho de Claudionor Vieira de Matos e Leonor Vidal Matos, foi um dos primeiros a tomar gosto pela política na família. Claudionor, seu pai, foi vereador em Guarapari e o filho mais velho abraçou Meaípe e a cidade como o pai.
Leia mais
Incêndio atinge lanchonete na Praia do Morro, em Guarapari
DJ de 13 anos se apresenta neste sábado em Guarapari
Duarte construiu o Hotel Gaeta na década de 80, e antes disso inaugurou o Restaurante Gaeta, que era uma choupana a beira mar. Hoje o Restaurante Gaeta é um dos mais antigos do Estado, em pleno funcionamento, tocado pelo irmão Nhozinho, dona Idalina e família.
“Duarte foi um visionário na área de turismo, tido como um grande incentivador e com grandes ações na cidade. Sempre preocupado com o desenvolvimento da sua região, já enxergava na década de 40 que a exploração da areia monazítica feita pela empresa Mibra não era positivo para o balneário. Conseguiu intervir politicamente em Brasília e deu fim à exploração. Hoje o poder medicinal da areia é reconhecido nacionalmente, com recentes estudos feitos por físicos da Universidade Federal do ES comprovando que a radioatividade previne o câncer. A maior incidência de areia preta é em Meaípe”, conta a sobrinha, a jornalista e apresentadora Isabela Vidal.
Isabela lembra ainda que Duarte teve um criadouro de aves, com o nome de Augusto Ruschi em homenagem ao cientista capixaba, e com autorização do Ibama, entre centenas de aves que criou em cativeiro, fez estudos principalmente com as que estavam em extinção, como o guará, ave símbolo de Guarapari.
“Ele trouxe um casal dessa espécie da Ilha de Marajó e criou um ambiente propício para a reprodução das aves. Os pássaros vermelhos se reproduziram e depois foram soltos no mangue”, revela Isabela.
Ainda mais recente, já longe da política, mas ainda preocupado com o turismo na cidade, em 2010 pagou do próprio bolso o projeto para que o Aeroporto Municipal de Guarapari e batalhou com governadores da época para que fosse dada autorização para a implantação, mas o Aeroporto até hoje não foi feito.
Duarte foi um grande empreendedor, e além do posto de combustíveis Gaeta que tinha um poço com água potável que era fornecido de forma gratuita para a toda a comunidade por anos, foi dono da Rádio Gaeta AM na cidade.
“Ele é um irmão admirado por todos. Um pai apaixonado pelos filhos e netos, tio presente e também muito admirado e querido. Um membro da comunidade com bastante estima e que muitos têm consideração pelos benefícios que proporcionou não só a cidade, mas também ajudou muitos moradores”, completa Isabela.
Duarte foi enterrado com uma salva de palmas no cemitério São João Batista, no final da tarde deste domingo. Em meio a tristeza, amigos e familiares com uma salva de palmas, se despediram pela última vez do empresário.