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A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu três inquéritos contra o modelo Bruno Krupp , de 25 anos, pelo estupro de três mulheres . As investigações foram relatadas com o pedido de arquivamento e sem indiciamento de Krupp , já que os supostos crimes seriam antigos, prejudicando o encontro de vestígios, de acordo com a delegada Alriam Miranda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento a Mulher (DEAM) de Niterói.
Ele, no entanto, continua preso preventivamente pelo atropelamento e morte do estudante João Gabriel Cardim Guimarães, em julho de 2022, na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Os inquéritos foram relatados sem indiciamento por ausência de materialidade, ou seja, dos vestígios deixados pelos crimes. Nestes casos, o principal vestígio seria o laudo médico-legal, fornecido pelo IML. Quando o crime é noticiado muito tempo depois, os vestígios tendem a desaparecer, impossibilitando, via de regra, o indiciamento em sede policial”, afirmou a delegada, ao g1.
“A polícia investiga um fato criminoso a partir de provas periciais e testemunhais. No caso de um crime sexual, seria importante um laudo do IML para apurar vestígios da violência, mas como os atos eram anteriores a 2019, isso não foi possível. E, mesmo em relação aos testemunhos, por causa do tempo que já se passou, tudo ficou muito vago. Na dúvida, a gente não indicia. Mas quem decide pelo arquivamento ou não é o Ministério Público”, explicou ao g1.
O processo está em fase de instrução e julgamento, e o modelo teve um pedido de liberdade negado pela Justiça no início de dezembro.
Além da acusação de morte por atropelamento e a de estupro (que não houve indiciamento), Krupp responde ainda a um processo por estelionato, em que teria aplicado um golpe em um hotel no Rio com um amigo.