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Após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) defender uma frente Sul-Sudeste contra o Nordeste, no intuito de que os estados do Sul e Sudeste se “defendem” no Congresso de perdas econômicas, o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB) deixou claro que esta é uma posição pessoal do mineiro.
A declaração de Casagrande aconteceu ontem, por meio das redes sociais.
“Sobre a entrevista do governador Zema para o jornal Estado de São Paulo, é importante deixar claro que é sua opinião pessoal. O ES participa do Cosud (Consórcio Sul-Sudeste) para que ele seja um instrumento de colaboração para o desenvolvimento do Brasil e um canal de diálogo com as demais regiões”, destacou.
Em outras palavras, o governador Casagrande disse que o Espírito Santo não participaria da proposta de Zema.
De acordo com as declarações do governador de Minas na entrevista, a ideia central é que os estados se unam e atuem em conjunto para frear prejuízos às unidades federativas Sul-Sudeste no Congresso.
“Outras regiões do Brasil, com Estados muito menores em termos de economia e população, se unem e conseguem votar e aprovar uma série de projetos em Brasília. E nós, que representamos 56% dos brasileiros, mas que sempre ficamos cada um por si, olhando só o seu quintal, perdemos. Ficou claro nessa reforma tributária que já começamos a mostrar nosso peso”, afirmou Zema.
O exemplo de atuação e o foco das atividades será a reforma tributária, que vai ser analisada no Senado. Para ele, os estados do sudeste sempre vão estar em desvantagem.
“Temos feito o mesmo trabalho com o senadores de nossos Estados e o que nós queremos é que o Brasil pare de avançar no sentido que avançou nos últimos anos – que é necessário, mas tem um limite – de só julgar que o Sul e o Sudeste são ricos e só eles têm que contribuir sem poder receber nada”, disse o governador de Minas.
Por fim, Zema questionou os fundos criados em benefício das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “E o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego? Tem, sim. Nós também precisamos de ações sociais”, defendeu.