
A confusão aconteceu por volta das 2h. Em depoimento à polícia, a mulher de Altair Kellvin Bernardes, que tem 20 anos, contou que escondeu a droga porque o jovem já estava fazendo o uso de cocaína há vários dias. Ele ficou transtornado e partiu para cima dela, dando socos e pontapés.
Para fugir das agressões, a jovem pulou a janela de casa e foi pedir ajuda no andar de cima, onde mora a dona do imóvel, uma aposentada, de 77 anos.
“Eu ouvi alguém gritando por socorro. Levantei, abri a porta e ela entrou correndo na minha casa, já se trancando no banheiro”, lembrou a idosa, que não quis se identificar.
Quando a jovem entrou na casa, Altair foi atrás. “Eu tentei fechar a porta para ele não entrar, mas não consegui. Aí ele veio para cima de mim, me dando socos, me mordendo e apertando minha garganta”, relatou a aposentada.
O neto da idosa, um atendente, de 20 anos, estava dormindo quando ouviu a avó gritando seu nome. “Meu neto chegou, puxou ele pelo braço e o homem caiu sentado no chão. Ele estava tão doido que ali mesmo no chão ele morreu”, disse.
Testemunhas ainda relataram que Altair teria espumado pela boca antes de morrer. O Samu foi acionado, mas quando os médicos chegaram o rapaz já estava sem vida.
Outra versão contada para a polícia foi a de que, na hora de defender a avó, o atendente teria dado um “mata-leão” em Altair. No entanto, a causa da morte do jovem será investigada pelas autoridades através de exame cadavérico.
Abalada depois do que viveu, a aposentada estava grata por ter saído com vida: “Se meu neto não tivesse puxado ele, eu teria morrido e estaria no DML agora. Meu neto salvou não só a minha vida como a da menina também”.
Outro lado
A família de Altair estava indignada na manhã desta sexta-feira. Eles afirmaram que só foram avisados sobre a morte do rapaz horas depois da confusão, quando o corpo já tinha até sido levado do local.
“Ele é nosso parente, se faleceu quem tinha que saber era a gente. Estamos sem entender o que aconteceu”, disse um tio do jovem, o vendedor Tarcísio José de Souza, de 44 anos.
Ele também revelou que Altair tinha um relacionamento com a jovem há mais de um ano e estavam morando juntos há cerca de um mês.
A jovem, a idosa e o neto dela foram ouvidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e liberados. O caso seguirá sob investigação.