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Vacinadora chora após ser imunizada de surpresa em evento: “Significa esperança”

A vacinadora Elizelia Bicalho, de 68 anos, teve uma grande surpresa na noite de segunda-feira (18), ao comparecer ao Hospital Jayme dos Santos Neves ...

Vacinadora chora após ser imunizada de surpresa em evento: “Significa esperança”
- A técnica de enfermagem Elizelia Bicalho, de 68 anos, foi a sexta pessoa a ser vacinada no Estado.

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A vacinadora Elizelia Bicalho, de 68 anos, teve uma grande surpresa na noite de segunda-feira (18), ao comparecer ao Hospital Jayme dos Santos Neves para o que achava que seria um dia de trabalho. A técnica de enfermagem não sabia, mas seria uma das profissionais de saúde vacinadas no evento que marcou o início da imunização no Estado.

A técnica de enfermagem Elizelia Bicalho, de 68 anos, foi a sexta pessoa   a ser vacinada no Estado. (Foto: Beto Morais/AT)

“Não estava esperando. Eu vim aqui para ajudar a vacinar porque falaram que seriam mais pessoas (vacinadas). Então, veio uma equipe da Serra. Como eu também sou uma das mais velhas vacinadoras, eu vim. Chegando aqui, fui vacinada”, disse Elizelia.

A vacinadora ficou emocionada e até chorou ao receber a vacina. “Valeu a pena! Eu tenho 68 anos e tenho comorbidade, arritmia e hipertensão, e tive, há muitos anos, hepatite C. Para mim, foi uma surpresa, mas foi muito bom”, afirmou.

A técnica em enfermagem disse que não passou pela cabeça que seria vacinada logo na primeira fase.

“Como a gente está na frente, na ponta, vacinando, a gente quer que se vacinem as pessoas com mais de 75 anos, que realmente estão no plano que o governo federal estipulou. Não pensei em mim agora. Pensei (em tomar a vacina) mais para frente.

Elizelia disse ainda que a aplicação não doeu e que não teve medo da vacina. “Medo de vacina, não. De jeito nenhum. Ainda mais se tratando do Butantan e da Fiocruz. As vacinas deles, conheço desde 1977”.

A técnica em enfermagem falou ainda sobre um momento muito difícil enfrentado por sua família durante a pandemia: a madrasta dela morreu vítima da Covid-19. 

“Perdi a minha madrasta. Tinha diabetes e fazia hemodiálise. Descobriu na terça e na quinta já estava morta. Foi em dezembro. Realmente, a vacina foi de Deus, foi abençoada. Acredito que tudo na vida vem de Deus. E eu ter sido vacinada foi de Deus. Passou um filme na minha cabeça. Da minha madrasta. Senti muito naquela hora que, se ela tivesse essa oportunidade, ainda haveria uma esperança (choro)”, lamentou.

Confiante, Elizelia acredita que o início da vacinação significa uma renovação na esperança dos brasileiros. “Essa vacinação significa a vida, esperança, não só para a gente, mas para todos os brasileiros, independente de idade. Porque se eu tomo, o outro toma, eu vou proteger e não vou transmitir, não vou pegar e vou proteger aqueles que estão a minha volta”.

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