Mesmo com o fechamento da fábrica Ford no Brasil, empresários e especialistas do setor econômico não preveem grandes impactos para o setor no Espírito Santo. A notícia, divulgada no início da semana, provocou um baque no setor econômico diante do alto número de empregos gerado pela montadora em Camaçari, na Bahia.
Fernando Otávio Campos, presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho (Consurt) da Federação das Indústrias do Estado (Findes), afirmou que a saída da Ford pode afetar indiretamente, ainda que sem grandes impactos.
“Não sabemos em qual proporção os serviços agregados a veículos serão afetados. Para esses, no caso, uma possibilidade é que eles mudem de marca. Já as concessionárias poderão ter algum impacto negativo. Para elas, uma opção é importar os veículos ou mudar de marca também”, disse Fernando.
De acordo com o consultor empresarial Fernando Dória Porto, não deve acontecer um quadro de demissões no Estado.
“Não acredito, que num primeiro momento, vá ter muito desemprego, inclusive porque a própria Ford vai continuar dando suporte, mesmo fechando as fábricas para novos veículos. Nenhuma indústria que forneça para a Ford deve ser muito afetada”.
