Em meio à incerteza de uma nova greve de caminhoneiros, Aldacir Cadore e Ivair Schmidt, do Comando Nacional do Transporte – que se tornaram líderes do movimento em 2018 –, afirmaram que há “zero possibilidade” de uma nova paralisação.
Segundo eles, a nova tentativa é feita por um grupo menos influente sobre a categoria. Ela é encabeçada por Roberto Stringasi, responsável pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB).
Ele e seus aliados têm usado aplicativos para disparar mensagens dizendo que a nova greve, a princípio para 3 de fevereiro, será maior que a de 2018. Mas toda a iniciativa pode cair por terra. “Hoje, é zero possibilidade de adesão”, afirma Aldacir Cadore.
A previsão do grupo que promete a paralisação é que ela comece no dia 1º de fevereiro.
O presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, disse que o movimento poderia ser maior do que a de 2018, por causa de uma maior insatisfação da categoria, especialmente em relação ao preço do diesel e às promessas que não foram cumpridas após a histórica greve feita durante o governo Temer.
A ANTB, que faz parte do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) – que já havia alertado para a possibilidade de uma paralisação nacional na última semana –, representa cerca de 4,5 mil caminhoneiros.
“A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, diz Stringasci.
