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VÍDEOS | Polícia dispersa multidão em praia de Guarapari

Moradores e turistas que circulavam pela orla da Praia do Morro, em Guarapari, foram surpreendidos com um verdadeiro corre-corre na noite de domingo ...

Vídeos registraram a aglomeração na Praia do Morro

Última atualização

Vídeos registraram a aglomeração na Praia do Morro (Foto: Reprodução de vídeo)Moradores e turistas que circulavam pela orla da Praia do Morro, em Guarapari, foram surpreendidos com um verdadeiro corre-corre na noite de domingo (3).

A tropa de choque da Polícia Militar disparou bombas de gás lacrimogênio em direção a areia da praia, onde estavam vários grupos de jovens e adolescentes.

Com a irritação intensa e dolorosa nos olhos, escondendo o rosto por trás da roupa, as pessoas foram deixando o local e reclamando da ação policial. Um rapaz, que gravava um vídeo do momento, disse que a polícia acabou com o “rolê” da galera.

O problema é que os grupos ouviam música alta, faziam uso de bebidas alcoólicas e provocanram aglomeração, o que configura festa clandestina, segundo a PM.

A corporação explicou que realizou uma ação preventiva em conjunto com a Prefeitura de Guarapari com intuito de orientar os cidadãos sobre as medidas de prevenção à pandemia da Covid-19, como afastamento social e uso de máscaras. 

“No primeiro momento, houve contato com os cidadãos pedindo para que desligassem a caixa, mas os participantes não acataram. Por isso, foi necessário utilizar armas não letais, sendo que a aglomeração se concretizava como uma festa clandestina. Após a ação dos militares, o público foi dispersado”, disse a PM por meio de nota.

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A ação, segundo a PM, aconteceu depois que os agentes receberam denúncias de aglomeração na areia. No local haviam pessoas aglomeradas fazendo uso de caixas de som, que estão proibidas por conta do decreto municipal nº 626/2020.

A prefeitura, por sua vez, declarou que foi uma “ação específica da Polícia Militar”

Nas redes sociais, o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho, declarou que as aglomerações são um atentado contra a saúde pública, mas disse se preocupar com as ações da Polícia Militar.

“Primeiramente é importante dizer que a população precisa atender as leis. Ninguém está fora do império das leis. Se existe um decreto impossibilitando a aglomeração, é preciso que se respeite todo esse ordenamento. O uso da força pelo estado, tem que ser um uso proporcional. Então seria importante que, antes de se agir, mesmo que com arma não letal, aja o diálogo com os cidadãos”, explicou em entrevista ao Tribuna Online.

E completa. “Se a polícia militar implantou essas ações sem dialogar, somos contra. Me soa muito estranho, ver o presidente nadar na praia, incentivar uma aglomeração, mas se eu for na praia em Guarapari posso ter uma bomba na minha cabeça. É essa falta de articulação entre os agentes públicos, que no Brasil é muito estranho. Você não tem uma postura de uma forma uma”.

Rizk finalizou dizendo. “Sou sempre a favor da vida, então não posso ser a favor da aglomeração. Nem em ônibus. Mas o fato de o ônibus estar cheio, não te autoriza a aglomerar na praia. A não aglomeração, é o essencial para não aglomeração do Covid, segundo os médicos. A doença é séria e precisa ser encarada com mais seriedade”.

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