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Suspense nacional premiado

Com bilheterias milionárias, as comédias nacionais já caíram no gosto do público há um bom tempo. Mas nem só de risos se faz o cinema nacional. E, ...

O filme brasileiro "Dente por Dente" estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas.

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Com bilheterias milionárias, as comédias nacionais já caíram no gosto do público há um bom tempo. Mas nem só de risos se faz o cinema nacional. E, nesta quinta-feira (28), um suspense de tirar o fôlego, e já premiado, chega às telonas de cinema.

Juliano Cazarré e Paolla Oliveira são as estrelas de “Dente por Dente”, que mistura elementos sobrenaturais e uma trama policial. O filme de Júlio Taubkin e Pedro Arantes recebeu os prêmios de Melhor Filme pelo Júri e pelo Júri Popular no Rio Fantastik Festival.

Na história, Cazarré é Ademar, sócio da empresa de segurança de Valadares (Aderbal Freire Filho), pai de Joana (Paolla Oliveira). Juntos, Ademar e Joana investigam o desaparecimento do amigo, marido e sócio, Teixeira (Paulo Tiefenthaler).

O filme brasileiro "Dente por Dente" estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas. (Foto: Divulgação)

Para complicar, Ademar está tendo sonhos estranhos, premonitórios, e entra em cena uma mulher sombria, Meirelles (vivida por Renata Sorrah). “Não é fácil fazer um filme de gênero no Brasil, ainda não temos o exercício de fazer esse tipo de filme por aqui. Eu gosto muito de trabalhar com as falas e, em filme de gênero, você usa mais o olhar e a expressão corporal. Então, para mim foi um desafio”, disse Juliano Cazarré, 40.

“Acho que o cinema brasileiro tem uma força que vem crescendo ao longo das últimas décadas e espero que a gente continue a fazer com que as pessoas que ainda têm algum receio com nossa produção percam esse medo e vejam que o cinema nacional não é só filme de arte ou a comédia rasgada”, completou, em entrevistas.

Nesta quinta, às 18 horas, no Instagram da Globo Filmes, Juliano e Paolla revelam os bastidores das filmagens e falam um pouco mais sobre a trama assustadora.


“É o meu alimento”


Como foi o processo de construção do Ademar, que está praticamente em todas as cenas de “Dente por Dente” e carrega um certo mistério sobre sua origem?

Juliano Cazarré A gente teve uma preparação muito boa. Imaginou como era o Ademar, como foi a infância dele, como ele foi parar em São Paulo. Ensaiamos bastante as cenas de luta, fomos coreografados pelo Halder Gomes, diretor de “Cine Holliúdy”. Nos preparamos muito para que os personagens fossem verídicos.

Onde buscou inspiração para criar seu personagem?

De maneira geral, eu alimento muito meu imaginário com a literatura. Quando leio um livro, formo todo um personagem na minha cabeça. De certa forma, é o meu alimento. Agora, o Ademar, fiquei pensando muito no passado dele, quem era.

O cinema brasileiro vem se abrindo cada vez mais para o terror e o suspense.  Qual lugar “Dente por Dente” ocupa nesses gêneros? 

Acho um bom representante. Um filme que foi feito com muita honestidade por parte de todo mundo, para contar uma boa história e prender as pessoas. Inclusive, levá-las a refletir sobre essa questão da moradia que o filme aborda. Ele prova que o cinema brasileiro está crescendo e tem muito mais a crescer.

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Qual a principal diferença ao desenvolver um personagem de novela e de filme?

Em uma novela, às vezes, você consegue pôr o personagem no ar sem ter decidido certas coisas. Dá para esperar, ver para que lado o roteiro vai. No cinema, é o contrário: você tem aquele tempo limitado para oferecer o seu personagem ao público. No caso do Ademar, tive que saber muito bem quem era o personagem para caracterizá-lo bem.

Quais os novos projetos?

Fiz o pirata da perna de pau no “Pluft”, que ainda não foi lançado. Ele tem uma pós-produção grande, é um filme em 3D, tem muitas cenas com fantasmas. Estou ansioso! Quero mostrá-lo para meus filhos. Terminamos a parte 2 de “Amor de Mãe”, no final do ano passado. Ela teve uns cortes, e fiquei com gostinho de quero mais! Estou reservado para fazer uma novela, mas não recebi o convite oficial.


Curiosidades


“Paolla não é uma estrela”

“A Paolla tem o mérito de ser uma pessoa bem acessível. Ela não é uma estrela, que é difícil você conversar com ela. Ela não é aquela pessoa que chega atrasada, que demora para se arrumar. Muito pelo contrário, ela é aquela pessoa que chega e quer conversar sobre o trabalho. É uma atriz que gosta muito de trabalhar”, disse Juliano Cazarré sobre a colega de elenco, Paolla Oliveira.

Reencontro

Juliano e Paolla já haviam se encontrado na novela “Amor à Vida” (2013), quando viveram um romance como os personagens Ninho e Paloma. O ator falou sobre a época. “Aprendi com ela a ver a gratidão que ela tinha em trabalhar com aquilo. Ela via que aquilo é um privilégio. E nossa profissão é um privilégio: de ser algo divertido e em alguns casos como o nosso ainda remunera bem a pessoa. Eu aprendi muito com a Paolla a ser grato com a nossa profissão e fazer isso da melhor forma possível”.

Nova novela

No ar atualmente como a policial Jeiza, na reprise especial de “A Força do Querer”, Paolla conta que foi convidada para fazer parte do elenco da novela “Cara e Coragem”, que deve ser exibida depois de “Quanto Mais Vida, Melhor”, sucessora de “Salve-se Quem Puder” na Globo.

Enquanto o novo trabalho não chega, a atriz tem passado a pandemia em casa, revendo sua performance no combate ao tráfico. E diz ser uma experiência nova. “Está sendo muito divertido poder assistir, poder ver a repercussão, as pessoas comentando novamente”.

Atraída pelo terror

“O que mais me chamou a atenção para participar do filme foi seu gênero: um suspense, um terror. Vale o cinema brasileiro encontrar seu espaço nesse meio”, afirma Paolla.

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