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Polícia

Jovem é morto a tiros em praça de Vitória ao ser confundido com traficante

A guerra entre gangues, promovida pela disputa de pontos de drogas, fez mais uma vítima. Dessa vez, foi um jovem de 20 anos que passava pela praça de ...

Familiares entraram em desespero ao verem corpo do rapaz assassinado na praça de Itararé, em Vitória.

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A guerra entre gangues, promovida pela disputa de pontos de drogas, fez mais uma vítima. Dessa vez, foi um jovem de 20 anos que passava pela praça de Itararé, em Vitória, quando foi confundido com um traficante.

O crime aconteceu às 8h30 de domingo (22), no momento em que Felipe Bones Xavier passava pelo local a caminho de um estúdio de tatuagem do bairro. Ele foi surpreendido por um bandido que estava em uma bicicleta e efetuou três disparos. Felipe morreu no local.

Familiares entraram em desespero ao verem corpo do rapaz assassinado na praça de Itararé, em Vitória. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

No momento do crime, segundo a polícia, a praça estava lotada, com crianças, adolescentes, idosos e ambulantes.

Para a Polícia Civil, a motivação do crime está relacionada com a guerra do tráfico entre bandidos de Itararé e Andorinhas. A suspeita é de que o assassino teria confundido Felipe com traficantes rivais e atirado, conforme disse um dos próprios traficantes que conversou com a reportagem de A Tribuna, na manhã de ontem.

“Ele veio por trás da quadra. A gente estava na boca, sentado. Esse cara olhou para nós e depois olhou para o moleque que estava na frente dele, caminhando. Ele estava de bike e atirou. Ele pensou que o moleque era do nosso meio, mas nunca vimos ele (vítima) aqui. O menino não tinha envolvimento”, disse o traficante, que não se identificou.

Muito emocionados, os parentes de Felipe disseram que o jovem era morador do bairro Conquista. Eles contaram que o rapaz tinha passado o dia trabalhando e que tinha chegado do serviço ontem às 18 horas. Ele tinha agendado um horário no estúdio de tatuagem.

Segundo a família, ele não tinha passagem pela polícia.

No momento do crime, segundo testemunhas, havia uma viatura da Polícia Militar no local e, mesmo com a presença da PM, o assassino cometeu o crime e fugiu, não sendo encontrado até o fechamento desta reportagem.

Dois traficantes conversaram com a reportagem de A Tribuna. Além de confirmarem a guerra do tráfico, afirmaram que um revide deve acontecer nos próximos dias. “Fizeram isso porque ‘demos’ uma neles. Mas agora com certeza vai ter revide. Só não vamos fazer como eles, que matam inocentes. Vai ter volta. A sorte deles é que a gente não estava armado”, ameaçou o rapaz, que não se identificou.

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