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Economia

Arroz, feijão e café ainda mais caros com a falta de chuvas

Ao mesmo tempo em que o País se vê sob ameaça de racionamento de energia com a crise hídrica, o agronegócio já sente os efeitos da falta de chuvas.A ...

Feijão com arroz, prato típico do brasileiro, estão entre os alimentos que tiveram aumento de preço no Estado

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Ao mesmo tempo em que o País se vê sob ameaça de racionamento de energia com a crise hídrica, o agronegócio já sente os efeitos da falta de chuvas.

Feijão com arroz, prato típico do brasileiro, estão entre os alimentos que tiveram aumento de preço no Estado (Foto: Divulgação)A agricultura irrigada, em que é aplicada água na raiz das plantas e mais presente na produção de alimentos, já convive com alta de custos e quebra de safra.

A falta de chuvas pode frear novos negócios e é mais uma pressão sobre os preços dos alimentos que acumulavam alta de 15,27% em 12 meses até julho. Já foram observadas altas em torno de 30% no custo da irrigação em vários estados.

Representantes do agronegócio no Sul do Brasil também estimam perdas de até 50% na produção da dupla arroz e feijão, que vão ficar ainda mais caros. Assim como o café, vindo também de outras regiões brasileiras.

O prato feito do brasileiro tem ficado cada vez mais salgado. Os preços do arroz e da carne subiram mais de 30%. O arroz subiu 37% em julho deste ano em relação ao mesmo mês de 2020. Já a carne bovina ficou 32% mais cara.

O frango inteiro (com reajuste de 22,73%) também pressionou os custos do prato, com alta de 22,57% no período. Já o feijão preto avançou 18,46% no período.

A falta de chuvas e os baixos níveis dos reservatórios começam a afetar a produção de produtos cultivados tanto na chamada agricultura de sequeiro (na qual a irrigação pode ocorrer somente nos períodos secos) como na agricultura irrigada, onde o uso do direcionamento da água é constante.

No Paraná, o maior estado produtor, houve queda de 20% em relação ao que foi projetado para a segunda safra de feijão, informou o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). No Rio Grande do Sul, as perspectivas para o início do plantio de arroz irrigado são preocupantes.

Desde 2018, chove menos do que deveria na região, e a principal fonte, a barragem do Arroio Duro, que acumula água no inverno e na primavera para irrigar no verão, está bem aquém da capacidade, com 38%, quando deveria ficar, nesta época, em 70%.

Everton Fonseca, engenheiro agrônomo e gerente de operação e manutenção da Associação dos Usuários do Arroio Duro, relata que o volume de chuvas está 30% do normal para esta época do ano.

Ele é um dos responsáveis pela distribuição de água para três municípios com capacidade para irrigar 20 mil hectares.

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