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Provão para avaliar leitura de 40 mil crianças

Mais de 40 mil estudantes do 2º ano do ensino fundamental estão fazendo um teste para avaliar qual o grau de leitura que possuem. O exame acontece ...

Quem consegue perceber uma maior dificuldade dos alunos para ler e interpretar texto, na pandemia, é a professora Esther Gama Ferreira, 26 anos

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Mais de 40 mil estudantes do 2º ano do ensino fundamental estão fazendo um teste para avaliar qual o grau de leitura que possuem. O exame acontece nas escolas estaduais e municipais do Espírito Santo, até o dia 27 deste mês.

Quem consegue perceber uma maior dificuldade dos alunos para ler e interpretar texto, na pandemia, é a professora Esther Gama Ferreira, 26 anos (Foto: Antonio Moreira/at)Chamada de Avaliação da Fluência em Leitura, a prova tem como objetivo identificar as principais dificuldades dos pequenos, para que seja possível desenvolver ações que reforcem o processo de alfabetização.

Essa iniciativa é da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), junto aos municípios capixabas que aderiram ao Programa de Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC).

Na Grande Vitória, um dos municípios que vai participar do teste é a Serra. De acordo com a subsecretária Pedagógica da cidade, Luciana Galdino, o teste é feito de forma individual e, geralmente, dura menos de 10 minutos.

Em sala de aula, o aluno precisa ler palavras e trechos de textos ao lado de um professor, que gravará o seu desempenho em um aplicativo de celular. “Após a realização do teste, o próprio sistema analisa alguns critérios, como fluidez e capacidade de interpretação de texto”, informou.

Segundo a gerente de avaliação da Sedu, Endy de Albuquerque Silva, a depender dos resultados, é possível que projetos de reforço, formação de professores e extensão da carga horária dos estudantes sejam implantados até 2022.

Ela afirma, ainda, que a realização do exame pode ser estendida até setembro naquelas cidades que não retornaram de forma integral às aulas presenciais, ou para os familiares que ainda têm medo de enviar o filho para a escola.

Dos 78 municípios do Estado, 76 aceitaram participar da avaliação, com exceção de Vargem Alta e São Mateus, que alegam já ter feito seus diagnósticos educacionais.

“Mesmo que o aluno não esteja indo todos os dias, seja por opção dos pais, seja por causa de alguma comorbidade, é importante que ela vá pelo menos para fazer o teste. Caso tenha alguma dificuldade, a escola vai ajudá-lo”, defende.

Para o especialista em avaliação de sistemas educacionais Edebrande Cavalieri, essa medida é fundamental para diminuir a defasagem no aprendizado, em parte provocada pelo ensino remoto.

“O prejuízo é incalculável, teremos péssimos índices de leitura nos próximos anos. É preciso investir em esforços para recuperar o tempo perdido”, diz.

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