Agindo a pé, em bicicletas, motos ou até mesmo em carros, bandidos estão atacando nas ruas e roubando, principalmente, celulares das vítimas.

Os números são crescentes. Ontem, por exemplo, por volta das 8 horas, uma estudante de 21 anos estava indo à padaria, em Itapuã, Vila Velha, quando foi abordada por um criminoso de bicicleta.
Só que a jovem partiu para cima dele quando ele ainda estava em cima da bicicleta. A estudante bateu no assaltante, que revidou as agressões e a jogou no chão.
Em entrevista à TV Tribuna, a jovem contou que pegou o celular para olhar a hora e, quando guardou o aparelho, foi atacada. “Ele pegou o celular do meu bolso e falou: ‘perdeu, perdeu’. Aí não pensei em nada, só comecei a bater nele”.
Na luta, ela caiu e se machucou. “Ralei um pouco o ombro e machuquei o joelho”.
Nesse momento, ela viu um homem passando e gritou. “Quando eu vi esse moço, gritei, pedi ajuda. Ele tentou me ajudar, mas o assaltante conseguiu sair correndo”. Na fuga, o bandido deixou o celular e a bicicleta dele para trás.
Presidente da Associação de Moradores de Itapuã, Antônio Soares disse que as investidas têm ocorrido mais na orla, principalmente em quem ostenta celular e cordões.
Ele disse que a Polícia Militar e Guarda Municipal têm atuado, mas saiu em defesa da ampliação do horário do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), passando a funcionar todos os dias e por 24 horas.
Enock Sampaio, presidente da Associação Comercial de Jardim Camburi e morador do bairro, contou que o problema tem ocorrido no bairro. “Eles chegam a pé, de carro, de moto, de bicicleta e levam celular, que é o bem mais fácil de fazer dinheiro”.
A situação não está diferente em Campo Grande, Cariacica. O presidente da Associação de Moradores do bairro, Gilson Marchesi, diz que na avenida Expedito Garcia, normalmente, os ladrões agem a pé. Já nas adjacências, de motos.
“É muito bandido para pouca polícia. Infelizmente, a criminalidade só vem aumentando. Além disso, a polícia prende e a Justiça solta”.