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Polícia

Em depoimento, acusado de mandar matar ex-esposa diz que aceitou acordo após separação

De cabeça baixa, terno preto e emocionado, o ex-marido da médica Milena Gottardi, Hilário Frasson, começou seu depoimento no tribunal por volta das ...

Última atualização

De cabeça baixa, terno preto e emocionado, o ex-marido da médica Milena Gottardi, Hilário Frasson, começou seu depoimento no tribunal por volta das 16h10 deste sábado (28) e negou ter participado do homicídio da ex-esposa.

O depoimento acontece neste sexto dia do julgamento dos acusados do crime. Hilário é acusado de ser o mandante do assassinato de Milena, juntamente com o pai, Esperidião Carlos Frasson.

O crime aconteceu em 14 de setembro de 2017. A médica oncologista Milena Gottardi foi baleada na cabeça no estacionamento do Hospital das Clínicas, no bairro Maruípe, em Vitória, ao sair do trabalho.

“Fizemos um acordo judicial idealizado por nós e levado ao advogado que foi proposto por ela, com guarda compartilhada e eu aceitei que ela ficasse com as crianças”, disse.

 (Foto: Arquivo A Tribuna)

“No domingo antes dela sair de casa, estávamos juntos. Na parte da tarde, voltamos a nos reunir querendo manter o casamento. Após um tempo em diálogo, chegamos a um acordo. Na terça-feira, fui trabalhar normalmente, mas, no dia 6 de abril, fiquei surpreso com a saída dela de casa. Ela me explicou que estava sendo orientada por uma advogada, que provavelmente seria a doutora Ana Paula que participou do acordo”, recordou Hilário em seu depoimento durante o julgamento.

Ainda ao ser perguntado pelo juiz sobre o relacionamento com Milena, Hilário respondeu que sempre foram amigos e família.

“Sempre buscamos um ajudar o outro, sempre nos respeitamos da melhor forma possível que um casal pode se respeitar”, disse o réu, que reconheceu que o casal teve alguns desentendimentos.

Questionado se era controlador, ele respondeu que não tinha essa conduta. Em relação ao carro que tinha rastreador, disse que foi indicação de um amigo.

“Ele falava pra gente que o rastreador passava uma segurança em casos de furtos e roubos. Outra questão é que o valor da seguradora ficava menor. Por isso comparecemos à loja juntos e instalamos primeiramente no carro dela.”

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