Donald Trump seguiu o roteiro esperado e foi absolvido pelo Senado em seu segundo julgamento de impeachment. Em uma votação nominal, o ex-presidente se livrou da acusação de ter incitado a violenta invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, no maior ataque à democracia do país desde a Guerra Civil.
O Senado americano está atualmente divido em 50 votos para democratas e 50 para republicanos e, para a condenação, eram necessários 67 dos 100 votos da Casa. A votação ainda não acabou, mas ao menos 34 senadores já votaram pela absolvição, o que torna impossível alcançar o número necessário para condenar Trump.
O resultado cristaliza o forte poder e influência que o líder mais controverso da história americana ainda tem sobre o Partido Republicano, que tem se radicalizado à direita.
Trump se tornou o primeiro presidente a enfrentar dois processos de impeachment – um deles concluídos com ele já fora do cargo– e agora seu desafio é permanecer no comando da direita populista americana até 2024, se quiser concorrer mais uma vez à Casa Branca.
Líder republicano no Senado e um dos parlamentares mais influentes do Congresso, Mitch McConnell votou pela absolvição de Trump, apesar de ter dito publicamente que o ex-presidente havia provocado o episódio daquele 6 de janeiro.
McConnell avisou aos colegas do teor de seu voto pouco antes do início da sessão deste sábado, em uma sinalização de que o establishment do partido ainda está sob a sombra de Trump.
O ex-presidente era acusado de insuflar seus apoiadores a invadir o Congresso dos EUA há pouco mais de um mês, em um ação violenta que deixou cinco mortos.
O processo de impeachment foi aprovado na Câmara, de maioria democrata, em janeiro, e seguiu ao Senado para um julgamento rápido, que durou apenas cinco dias.
Se fosse declarado culpado por dois terços do Senado, Trump poderia perder seus direitos políticos e seria, assim, impedido de concorrer às eleições.
