
Ele foi morto em seu local de trabalho, na terça (9), por quatro homens armados.
Os atiradores invadiram a barbearia já disparando contra Maiky, que morreu aos 28 anos.
Segundo as investigações iniciais, a motivação para o crime seria a guerra do tráfico de drogas, que acontece entre grupos do bairro Conquista e da Grande São Pedro.
“A informação que chegou para nós inicialmente é que a vítima já teve envolvimento com o tráfico, mas atualmente não teria mais, tanto é que estava trabalhando como barbeiro”, explicou o delegado Marcelo Cavalcanti.
Foram agentes da Força Nacional, em apoio à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da capital que fizeram a prisão do jovem na quarta. As equipes cercaram a casa dele, no bairro Conquista, e conseguiram capturar o criminoso.
“Ele tentou fugir se escondendo embaixo de uma cama, mas foi localizado. Na casa, também havia nove munições de calibre 9mm”, revelou o capitão Guarnierne dos Santos Oliveira, comandante da Força Nacional.
Segundo o delegado, o jovem confessou que participou da execução do barbeiro e ainda afirmou que teve envolvimento em outros dois homicídios. “Ele confessou a participação na morte de Lohran Moura dos Santos, em 7 de dezembro de 2020, e de Jackson Santos Benevenuto, em 3 de janeiro de 2019”, frisou.
O perfil do jovem, de acordo com o delegado, é de alguém inconsequente: “Ele era tagarela. Dizia que era chefe, que matava. É bom deixar claro que quem cometer crime aqui em Vitória será preso”.
Os outros participantes do assassinato já foram identificados e estão sendo procurados. “Foi um crime bárbaro, que choca a nós que somos da Segurança Pública. Ficamos felizes em ter uma pessoa dessas atrás das grades”, ressaltou Cavalcanti.