Levantamento exclusivo contratado pelo site Diário do Poder e esta coluna revela que quase 71% dos brasileiros consideram positiva a troca das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.
Apenas 19,5% consideram negativa a substituição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) por Arthur Lira (PP-AL) e de Davi Alcolumbre (DEM-AP) por Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Outros 9,7% preferiram não opinar.
Sul aplaudiu
Na região Sudeste, a troca no comando do Poder Legislativo é benéfica ao País para 69,4%. No Sul, essa convicção chega a 72,8%.
Outro lado
É baixa (23,6%) a maior rejeição à troca dos presidentes da Câmara e do Senado, entre entrevistados com ensino superior completo.
Aplausos gerais
Os homens gostaram mais da troca de presidentes da Câmara e do Senado: 74,4%. Entre as mulheres a aprovação cai para 67,6%.
Ouvido todo o País
O Paraná Pesquisas entrevistou 2.070 habitantes de 192 municípios, nos 26 estados e do Distrito Federal, entre os dias 24 a 26 de fevereiro.
Deputado do Centrão citado para assumir a Saúde
O médico e deputado Luiz Antônio Teixeira Jr (PP-RJ), o “Dr. Luizinho”, tem sido citado cada vez mais, entre os próprios colegas, como provável futuro ministro de Saúde, em lugar do general Eduardo Pazuello. O presidente Jair Bolsonaro disse que não cogita trocar o ministro. Médico, Dr. Luizinho integra a Comissão de Enfrentamento da Covid e a Frente pelo Fortalecimento do SUS. Mas importa mesmo é que é do Centrão.
PP em casa
O PP se sente à vontade no Ministério da Saúde: Ricardo Barros, atual líder do governo, foi ministro por 22 meses, no governo Michel Temer.
Recompensa
O Ministério da Saúde é aspiração dos partidos, por sua capilaridade, exposição e orçamento. Mas para o PP seria a melhor recompensa.
Por uma nova Carta
Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) considera que a saída para o Brasil é uma nova Constituição, mais atual, clara, legitimada por plebiscito. Ele é autor de proposta nesse sentido.
Sem compromisso
Bolsonaro pode até levar em conta a aspiração do PP de assumir a Saúde. Mas não há compromisso do Presidente nesse sentido.
Baixa tolerância
O inusitado projeto político de Eduardo Pazuello no Amazonas pode não fazer bem à sua estabilidade no cargo. Bolsonaro colocou Mandetta na rua após perceber que prioritário era seu projeto político e não a Covid.
Demorou, mas fez
Bolsonaro demorou, mas se livrou do homem errado no lugar errado: Fábio Wajngarten já não manda na comunicação do governo. Foi uma vitória do prestigiado ministro Fábio Faria (Comunicações).
É um fanfarrão
De saída da Petrobras, Roberto Castello Branco disse que “não existe exagero” nos aumentos criminosos dos combustíveis porque é o preço de mercado. Ele chama de “mercado” os favores do monopólio.
Ninguém tasca
Onix Lorenzoni foi demitido na sexta-feira por uma razão sem precedente: reassumir o mandato por três dias e distribuir as respectivas emendas parlamentares. Será renomeado nesta terça-feira.
Apesar dos problemas
Com relação a óbitos, o que realmente importa nessa pandemia, o Brasil está em 26º com 1,18 mortes em mil pessoas. A letalidade é 61% maior na Bélgica, 52,5% no Reino Unido, 35,5% em Portugal e 35% nos EUA.
Se eles estão assim
A falta de insumos para imunizantes não afeta apenas o Brasil, que vacinou 3,67% da população. Segundo o OurWorldinData, a Índia, que é grande produtora de insumos e vacinas, imunizou só 0,95% do seu povo.
Sinais importantes
Enquanto a economia parece em frangalhos devido à pandemia, o setor de transportes terminou 2020 com saldo positivo de 51.883 empregos, o que mostra recuperação da logística e, consequentemente, do comércio.
Pensando bem…
… os lockdowns bem que poderiam ser estendidos às contas de água, luz, telefone, internet etc.
Poder sem pudor
Deputados noveleiros
O deputado Átila Lira (PSDB-PI) relatava o projeto que instituía 2005 como “Ano Nacional Roberto Marinho” e resolveu buscar amparo nos colegas, durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara:
“As novelas da Globo são importantes para o País. Eu conversava com a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma noveleira. Ela concorda comigo”.
“Quero dizer três coisas”, respondeu a deputada, arrancando gargalhadas – a primeira é que não sou noveleira, a segunda é que quase não assisto televisão e a terceira é que o senhor nunca falou comigo sobre esse assunto. Mesmo assim, voto favoravelmente ao seu relatório.

