
Muito abalada pela morte cruel da filha, a costureira, de 63 anos, procurou a reportagem de A Tribuna para desabafar sobre o caso.
“Queria que o governo tomasse uma providência. A gente tem que fazer alguma coisa, não sei como, mas temos que fazer. A Luana pediu ajuda na Maria da Penha umas 10 vezes, tem um monte de Boletim de Ocorrência, mas ninguém fez nada”, disse ela, que preferiu não ter o nome divulgado.
No dia do crime, uma viatura da Polícia Militar aguardava a jovem chegar em casa após o trabalho. Segundo a costureira, a equipe foi acionada pela própria Luana, que recebeu ameaças do ex, Rodrigo Pires Rosa, de 38 anos, na manhã de terça.
“Eles chegaram a ir lá umas três ou quatro vezes em outras visitas. De manhã ela ligou pedindo para falar com eles, foi quando os policiais foram lá durante a noite. E tudo aconteceu muito perto, bem do lado de casa”, relatou a costureira.
Além de ameaçar Luana, Rodrigo já tinha corrido atrás de outra ex com uma faca, em novembro do ano passado. “Minha filha tinha contato com essa menina e com uma terceira ex dele. Elas chegaram a fazer um grupo, por onde conversavam. Fizeram até boletim de ocorrência juntas. Mas não adiantou”.
Contra Rodrigo já havia dois mandados de prisão em aberto por descumprimento de medidas protetivas. Ele chegou a ser preso em julho de 2020, mas foi liberado em setembro.
A soltura do criminoso revoltou a costureira. “Ele ficou 30 dias preso e saiu sem mais nem menos. Continuou na rua, fazendo a mesma coisa, e isso aconteceu”, lamentou.
Prisão
Rodrigo se entregou na Delegacia da Praia do Canto, em Vitória, na tarde seguinte ao crime. Para a delegada, ele confessou o assassinato, que chegou a ser gravado por câmeras de videomonitoramento. Ele foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado.