
De acordo com o tenente Rafael Schimidt, comandante da Força Tática do 4° Batalhão, os policiais estavam no bairro fazendo uma ação de reforço no patrulhamento em áreas de alto risco quando viram os suspeitos.
“Pelo fato de estarem acontecendo constantes conflitos entre gangues rivais no local, com relatos de disparos e homicídios, desenvolvemos essa ação de patrulhamento. Cercamos o bairro com nossas equipes e, enquanto estávamos lá, dois suspeitos tentaram pular uma janela ao verem os policiais”, contou.
Os dois criminosos estavam armados com uma espingarda de calibre 12 e um revólver de calibre 12. Na casa, onde o terceiro suspeito estava, ainda havia outra arma, um revólver de calibre 38, além de drogas, munições, carregadores, rádios de comunicação e um “corta fio”.
“Essa casa tem uma visão privilegiada da escadaria. De lá, eles conseguiam ver a presença de policiais chegando ou de rivais se aproximando para um possível ataque”, reforçou o tenente.
O corta fio, segundo denúncias de moradores, estava sendo usado para arrombar cadeados de casas da própria região, que estavam sendo invadidas pelos traficantes. De acordo com o tenente, os três presos tinham a função de “braços armados” dentro da organização criminosa.
A Polícia Civil informou que os suspeitos de 18, 20 e 20 anos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV). As armas e munições foram entregues ao setor do Departamento de Criminalística-Balística. A droga foi levada para o Laboratório de Química Legal para ser analisada e incinerada.