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Servidora de prefeitura no Estado é exonerada após vacinar parentes

Uma servidora pública de Cachoeiro de Itapemirim foi exonerada após supostamente ter utilizado sobras da vacina contra Covid-19 para imunizar ...

Servidora de prefeitura no Estado é exonerada após vacinar parentes
- Profissional da saúde prepara vacina

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Uma servidora pública de Cachoeiro de Itapemirim foi exonerada após supostamente ter utilizado sobras da vacina contra Covid-19 para imunizar familiares, ao invés de pessoas do grupo prioritário.

De acordo com o secretário de Saúde do município, Alex Wingler Lucas, o fato ocorreu há cerca de duas semanas. Além da demissão, o caso foi remetido ao Ministério Público do Espírito Santo. Ele não informou o nome e nem o cargo da funcionária.

Em nota, a prefeitura informou que a exoneração ocorreu após uma investigação comprovatória, feita pela Secretaria Municipal de Saúde, da conduta irregular da servidora em relação à aplicação de vacina.

A investigação apontou que a funcionária, depois de vacinar um grupo de idosos, utilizava sobra do frasco do imunizante para aplicar em pessoas do relacionamento íntimo dela, como familiares, o que não é permitido. “É preciso seguir a fila”, destacou o secretário.

Pelas normas, ressaltou Alex, o correto seria utilizar aquela sobra para imunizar outras pessoas dentro da mesma faixa etária ou num grupo com idade um pouco mais abaixo. Ou ainda, poderia aplicar as doses em pessoas acamadas que estão no cadastro da prefeitura.

A prefeitura ressaltou que a servidora descumpriu portaria nº 071/2021, que define como falta funcional grave a aplicação de vacina contra Covid-19 em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que não estejam enquadrados nos grupos prioritários ou que não respeite a ordem da prioridade estabelecida pela campanha de vacinação.

“O cometimento dessa falta funcional implica em abertura de processo administrativo disciplinar em desfavor do profissional, que pode ser punido com suspensão ou exoneração”, destacou a nota.

De acordo com a prefeitura, não há nenhum outro caso semelhante em investigação até o momento.

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