Um jovem morreu pisoteado durante uma festa clandestina, conhecida como Baile do Mandela, na madrugada deste sábado (13), no Morro da Garrafa, em Vitória.

A confusão teve início por volta de 1 hora, após três viaturas da Força Tática do 1ª Batalhão terem sido acionadas para irem até o morro para conter a festa. A equipe, que é especializada em atendimento de ocorrências em eventos clandestinos, foi até o local devido a denúncias de aglomerações, barulho e confusões.
Logo na entrada do morro, cerca de 12 militares foram impedidos de passar, devido às barricadas colocadas pelos bandidos. Eles usaram pneus, sofás, fogões e até geladeiras para impedir o acesso dos policiais, que após retirada dos entulhos, conseguiram acessar o local da festa
Ao chegarem em uma quadra esportiva, onde era realizado o evento, os militares foram recebidos a tiros e tiveram objetos como pedras, garrafas, madeiras e pedaços de cano arremessados contra eles. Os militares revidaram com disparos de bala de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo e uma confusão se instalou no local
Durante o tumulto, várias pessoas correram para fugir dos disparos letais e dos tiros de borracha. Um jovem, que segundo militares, teria aparência de 16 anos, caiu e foi pisoteado pelas pessoas que tentavam sair do local. Ele chegou a ser socorrido para o Pronto Atendimento (PA) da Praia do Suá, mas morreu ao chegar no local.
Segundo a Polícia Militar, três mulheres também deram entrada no PA,sendo duas feridas com disparos de bala de borracha na região da perna e uma outra, que chegou no local desacordada, estaria com afundamento de crânio.
O corpo do jovem foi levado para o Departamento Médico Legal (DML), de Vitória, onde serão feitos exames para comprovar a real causa da morte. As primeiras informações dão conta de que ele não foi atingido por algum disparo. O jovem, que até o final desta edição, não havia sido identificado, apresenta duas tatuagens nos dois antebraços. Uma delas com o nome de Juliana.
O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar , Tenente-Coronel Marcelo Tavares informou que o local onde aconteceu o fato recebe patrulhamento frequentemente. Ele falou sobre a chegada de militares em festas clandestinas no momento em que os eventos já estão ocorrendo- o que não é orientado pela própria PM-
“ Essa equipe que foi até o local, é uma equipe especializada, que sabe agir no momento necessário. Só há uma reação da polícia, quando há reação daqueles que estão participando. Quando há ordem de dispersão é obedecida, não há uso da força. O uso da força se dá quando há retaliação”,disse.