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Crea identifica possíveis causas para o desabamento de casa na Serra

Representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) foram até o bairro Jardim Atlântico, na Serra, na manhã ...

Antes e depois da casa que desabou no bairro Jardim Atlântico, na Serra

Última atualização

Fiscal do Crea-ES no terreno onde casa desabou (Foto: Divulgação/Crea-ES)Representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) foram até o bairro Jardim Atlântico, na Serra, na manhã deste sábado (13) para realizar vistoria técnica e fiscal na casa de dois andares que desabou na tarde de sexta-feira (12).

 (Foto: Divulgação/Acervo Familiar)O desabamento causou a morte de Uliana Barbosa de Oliveira, de 33 anos, que trabalhava no setor administrativo do Hospital Estadual Jayme Santos Neves, no mesmo município. Além dela, O marido dela também estava na casa e foi retirados dos escombros pelo Corpo de Bombeiros, sendo levado ao Hospital São Lucas, em Vitória.

As duas filhas do casal, de 5 e 7 anos, estavam brincando no quintal e não se feriram.

As equipes de fiscais e especialistas do Conselho percorreram o local, analisaram a situação e apontaram as possíveis causas para o acidente. Durante a vistoria foram verificadas diversas anomalias que, em conjunto, causaram o colapso da estrutura e o desabamento do imóvel, segundo o Crea-ES.

“Na estrutura do imóvel foi identificado que as barras de aço já se encontravam em adiantado estado de corrosão, chegando a representar perdas de 70 a 100% de seção do aço. Barras que, em seu formato original, possuíam um diâmetro de 8 milimetros, diante da corrosão apresentada na estrutura, estavam com 2 milimetros. Já os pilares, que segundo as normas técnicas da ABNT (6118/2014) deveriam ter, no mínimo, uma seção transversal de 360 cm2, estavam construídos com seção de apenas 200 cm2”, informou em nota o conselho.

Antes e depois da casa que desabou no bairro Jardim Atlântico, na Serra (Foto: Reprodução/Google Street View | Reprodução/Alexander Silva)

De acordo com as equipes de fiscais e especialistas do Crea-ES ainda foram observados que o concreto apresentava impurezas e indícios de uso de areia de origem praiana.

“Também foi possível identificar que o imóvel já possuía antigas trincas e rachaduras, que propiciaram a entrada de maresia, fator que também contribuiu para a oxidação da estrutura”, disse o conselho.

À reportagem da TV Tribuna, a família contou que ela e o marido completavam oito anos de relacionamento nesta sexta-feira (12) e estavam com tudo pronto para se mudarem para uma outra casa no bairro Feu Rosa, no mesmo município.

De acordo com os familiares, o casal estava preocupado com algumas rachaduras que apareceram na casa em que estavam morando e, por isso, já fariam a mudança no próximo domingo (14). 

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